Se tiverem paciência/banda larga vejam a entrevista ao Miguel Esteves Cardoso onde o MEC fala de Portugal e dos Portugueses... Muito bom...
Devo ser o gajo mais contra nacionalismos à face da terra mas mesmo assim ainda há portuguesices/portugueses que me marcam: Jorge Palma, Miguel Esteves Cardoso, Pedro Paixão, Carlos Tê, Paula Rego, António Damásio, o meu pai, Pedro Tocha e mais e mais…
E é já hoje que mudo para aquilo que será a minha casa nos próximos dois meses… Sou um verdadeiro globetrotter condóminal, só este ano já morei em 7 casas diferentes… Tou a tornar-me um especialista nisto de mudar de casa… De uma vidinha aborrecida não me posso eu queixar…
Mais uma caminha para testar… Ahah… Isto dito em tons de malvadez… Ahahah… Caminha... Caminha...
Às vezes acho imensa piada às pessoas que não suportam a felicidade dos outros… É verem alguém feliz e contente da vidinha que começam logo entranhadamente a destilar veneno pelas narinas…
E para essas pessoas feias:
Continuo feliz e contente… Embrulhem se fazem favor…
Can I be a little bit narcissistic, just a tiny winy little bit?
No warm clothes or other stuff that I am supposed to have in this kind of situation but who fucking cares? Happiness grows on trees and I meet friends and do stuff from the good old days.
Jorge Palma - Só (talvez a minha música favorita do Jorge… opá mas é complicado escolher uma…)
A propósito desta música lembro-me de coisas mais enterradas do que mortas e de que algumas das minhas ligações platónicas deixaram marcas maiores do que algumas camas. Sempre fui muito de platonices, sempre fui um desses putos que escrevia coisas de amor e acabava por nunca comer ninguém.
Voltando à base, que isso das platonices agora pouco importam. Amanhã regresso a Zurique, yeah, civilização yeah… Nos últimos dias não tenho conseguido fazer nada, tenho passado as horas num estado de inanimação mórbido e pesaroso, por mim estalava já os dedos e prontos. De tudo que possa vir a encontrar em Zurique a coisa que mais medo tenho é da coisa que trago dentro de mim. Quem me conhece sabe bem que eu não sou um gajo de decisões definitivas, de certezas absolutas e ver-me confrontado com uma certeza desta medida atordoa-me, confunde-me.
Dou por mim a querer amar uma pessoa para sempre. É isso pá…
Agora para além de ser platónico, não comer ninguém, ainda sou crente…
Mudaste… Mudaste… Eu sou tu… Bom Domingo camaradas...
Às vezes cruzo-me com homens com mãos de doze dedos, esses homens dão-me a mão despreocupadamente como se eu fosse um deles, como se eu também pertencesse à sua tribo. A tribo secreta dos homens dos doze dedos. Ou então não é nada disso e se calhar sou só eu a inventar pessoas com 12 dedos.
Pessoas aparentemente normais mas que para mim têm mãos com dedos a mais.
Conheço diariamente pessoas de mãos estranhas, diferentes, imaginadas ou imaginárias. Como qualquer louco que se preze categorizo-as, analiso-as, ponho-as em caixas, caixotes, vestíbulos, gavetas e até na minha cama.
É engraçado e de certa forma primitivo este sentimento de desdém ou por vezes até de nojo que temos por aqueles que nos parecem diferentes de nós. Talvez se gostasse menos de mim conseguisse mudar isto, talvez assim concedesse mais importância às pessoas menos parecidas comigo. Gostava muito de melhorar isto, gostava mesmo…
A vida é um caminho e pensar nestas merdas já é um principio… Eu pelo menos quero acreditar que sim… Ando muito Dalailamista, ando ando…