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Quarta-feira, Agosto 31, 2005
Pseudoférias outra vez...
Damien Rice - Blowers Daughter
Três e tal da manhã, ainda de pé, ainda de volta da arrumação do backpack, dos mails recebidos durante o dia, do pensar que tenho que tenho de desfazer esta barba impaciente, de pensar que só vou dormir duas horas... Help...
Tudo isto porque amanhã vou para mais umas espécie de férias em trabalho ou trabalho em férias. Três dias nos Alpes numa PhD summer school do meu departamento, com direito a um hikingzinho nas envolvências do Hotel.
Time to apararete as pilocidades facias... Hasta Sexta guapas e menos guapos... Eu vou só ali encher os alvéolos pulmonares de arzinho alpino e já venho...
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3:39 AM
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Segunda-feira, Agosto 29, 2005
Shades, como escolher
Royksopp- eple
Serviço de utilidade pública:
Se pegarmos nuns bons óculos de sol (polarizados) e os colocarmos em frente dum LCD à medida que os torcermos as lentes dos mesmos escurecerão...
Antes:
Depois:
Bons testes camaradas...
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5:11 PM
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Domingo, Agosto 28, 2005
Ulysses...
Dave Matthews Band and Tim Reynolds - Seek Up (Live at Luther College... um dos discos mais geniais de todos os tempos...)
Não achei nehum cigarro... Continuei a escrever... Uma quote a propósito do que vou escrever:
Plenty to see and hear and feel yet...(in Ulysses from James Joyce)
E esta em jeito de metáfora (espero que consigam perceber...): há muitos anos atrás um senhor irlandês que escrevia umas coisas e tal, um de tal James Joyce pediu à mulher que o traísse com o padeiro da paróquia para que ele pudesse saber do que se trata a traição e pudesse escrever sobre ela. Resultado três alminhas felizes: o padeiro deu uns tau-taus na mulher do Joyce, a mulher do Joyce que pode finalmente levar uns tau-taus como deve ser e o Joyce que pode finalmente escrever sobre o que realmente se sente quando a nossa mulher anda a levar tau-taus do padeiro da freguesia.
E é isso que queria dizer minhas raparigas e meus rapazes... Na minha estória não há padeiros, tau-taus, infidelidades, génios literários, livros brilhantes mas existe essa tal de Plenty...
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2:18 AM
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06:18...
Dave Matthews Band and Tim Reynolds - Little Thing (por muitas razões ou por muitas razões nenhumas, esta música vai atingindo o lugar da minha música favorita, porque me revejo nela, porque mexe sempre comigo, independentemente do meu estado de espírito, porque sim. Porque me lembro dum sorriso ou porque gosto muito desta música. É complicado empurrar a Foolish games da Jewel do primeiro lugar, mas as coisas (eu) mudam...)
Tanta conversa da treta para não dizer nada, nada a que vocês já não tejam habituados (ele fala fala e não diz nada). Apanhei a minha mana na net e lá tivemos a pôr a conversa em dia. Às vezes tenho falta do pragmatismo da minha mana, da forma simples e descomplicada com que ela fala dos males do coração e que me ajuda a decidir, não que haja qualquer coisa para decidir. Mas dentro da minha cabeça faço sempre filmes: e se isto fosse assim e se desse certo, e se sopas. Ao expor esses filmes à minha irmã obtenho imediatamente a melhor resposta, sim ou não. Nada de cores cinzentas ou in betweens, às vezes gostava de ter a voz da razão da minha irmã dentro da minha cabeça, era tudo mais fácil, saberia controlar-me quando fosse preciso ou descontrolar-me noutros casos. Mas com não tenho a voz da Dina na minha cabeça, há que consultá-la de quando em vez, ter umas dicas sobre a direcção a seguir. Thanks mana, já sabes que apesar de às vezes não parecer/mostrar eu gosto de ti...
A guitarra do Tim continua, com a voz do Dave por cima. Fecho os olhos e sinto uma calma de explicar, de pôr aqui sob a forma de letras.
06:18
Seis minutos e dezoito segundos de uma serenidade afável, de um abraço que me arrepia. Este era um daqueles momentos que dava a perna esquerda por um cigarro. Sentar-me lá fora a fumar com um cigarrinho e não pensar em nada. Não ser absolutamente feliz nem tão pouco absolutamente triste, quedar-me ali, com o meu cigarro, ardendo os meus maiores desassossegos, mais uma estrela no firmamento do pátio. Na janela de cima veria um vizinho que teve de ir à cozinha beber um copo de água, na janela do meio veria alguém que lia o código Davinci à luz de uma insípida luz de cabeceira.
Rumo à a um cigarro emprestado... Cross your fingers for me, wish me luck...
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1:48 AM
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Sábado...
Evanescence - Tourniquet
Onze da manhã e vinte e três, o vosso herói do quotidiano favorito (eu) recebe uma chamada do Jan.
À uma em Bellevue.
Correr para a casa das máquinas, pôr a roupa branca e a roupa escura nas máquinas, correr para a cozinha, pôr a pizza no forno, tomar banho, estender a roupa, comer a pizza, à uma em Bellevue, comprar a minha prenda para a minha pseudosobrinha Joy (o porquinho/a amigo/a do Winnie Pooh... para quem possa perceber disso... lol), fotossintetizar na margem do lago, e andar de skate com o Jan, ida rápida ao lab, casa e tédio pré-Domingueiro.
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1:06 AM
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Sexta-feira, Agosto 26, 2005
Luciana...
Green Day - Good Riddance (Time of Your Life)
Tou bebedolas...
Amigos, seguidores satânicos ou what so ever, apaixonei-me outra vez. De sua graça Luciana, óculos de massa preta, gostava de cerveja, com tendências para sexo em grupo, anfan the love of my life.
Bem era só isso que queria dizer. Sinto-me completamente à deriva ou qualquer coisa parecida. Preciso de dormir, ficar quietinho na minha casa. Depois dou sinas de vida, hasta companheros...
Fucking bebedolas... Que se foda time to fuck myself...
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9:48 PM
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Ontem...
Banda sonora: Paulo de Carvalho - Era Uma Vez O Espaço (muito gostava eu do era uma vez o espaço...)
Resumo resumido de ontem. Cheguei à fala com o Jan, parece-me que o miúdo tá a recuperar, good, I miss you Jan. Fomos beber um chá e umas cervejinhas e nos entretantos o Rey telefonou-me e disse-lhe para ele aparecer no bar comunista (frequentado pelo Leline, segundo o mito urbano). O Rey anda nervoso por causa do bebé e das alterações hormonais da Maya e precisava espairecer.
Sou forçado a ter que pensar e a pôr-me na situação dos meus amigos, o que não é necessariamente fácil. Eu, o gajo mais inexperiente à face da terra nessas coisas e dono da conversa da treta mais elaborada e desconexa do planeta terra, tenho que me pronunciar sobre coisas muito longínquas para mim e de certa forma muito complicadas. Muito complicadas, mas como não sou gajo de ficar caladinho (e falo e falo e falo) lá consegui dizer qualquer coisa inteligente.
Mudança de banda sonora: Supremes - Baby Love
Depois fomos ter com a Madda, o Pat e a Lívia (uma das minhas platonices também). Fomos comer um Kebab e depois rumámos a um teeroom, bebemos uns chás todos xpto e fumámos cachimbo de água com tabaco com aroma a manga e pusemos a conversa em dia. Infelizmente tava lá um italiano que tava a dar em cima da Lívia, grrr... Não ataco é o que dá, sou um coninhas. Também não gosto assim, assim, assim tanto dela (sim Ricardo mente a ti próprio, mente estupidomon... és um fraco shame on you... lots of shame on you...).
Time to go to the animal house. I just like to go there and smell like mice all day long... Muito gosto eu de andar a cheirar a ratinho o dia todo... Vou mesmo putos... Só espero que os gajos não me mordam...
Informação inútil do dia: o meu peixe grelhado favorito é o salmonete... Yamy yamy... Tal qual cãozinho Pavloviano mim baba... Mi baba por los salmonetios...
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1:40 PM
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Quarta-feira, Agosto 24, 2005
Eu, a Paixão e as Uvas...
Elvis Costello - She (por entre arrepios... apesar destas coisas de sentimentos e assim não serem coisas de um supermegamacho como eu...)
Não devia pôr isto aqui...
Os dias e as noites amontoam-se com um cadência que me ensandece.
Sempre tive um fraquinho pela palavra/verbo ensandecer. Uma palavra que trata a maior das loucura com ternura e o afecto de quem gosta de nós. Podemos simplesmente dizer que estamos ensandecidos, que fulano, beltrano e sicrano estão ensandecidos e ninguém pensará que estamos mesmo loucos. As vozes dirão que é uma coisa temporária, que passa, que nos arreliámos com qualquer coisa e prontos, ficámos ensandecidos com o sucedido.
Quero acreditar que sim, que ao ensandecer não enlouqueço.
É engraçado como vamos alterando o verdadeiro sentido das palavras e dando-lhes um significado mais pessoal, ensandecer passou a ser, pelo menos para mim, uma forma de definir uma espécie de loucura temporária altamente eficaz e que me toma por completo. Também não me lembro de qualquer palavra que se adapte à descrição de uma loucura temporária, por isso fico-me com o ensandecer.
Sinto-me romântico, esta música faz-me mal. Tenho de ser uma máquina intelectual sem o mínimo vestígio de emoções supérfluas e não um desses patetas apaixonados que usam palavras acabadas em inhos e inhas e coisas do género. Por acaso sou sempre um desses patetas apaixonados quando me apaixono. Eu acho que a paixão deve ser a coisa mais fixe do mundo, qual a quietude e monotonia do Amor qual quê, o pessoal quer é o coração a bater descompassadamente a mil à hora, arranjar manhas e artimanhas de se cruzar com o ser amado, declarar-se (praticando em casa primeiro... lol), dar o primeiro beijo, escrever cartas lamechas, comprar 737844 mil rosas e aparecer na casa dela de surpresa, andar aos amassos nas escadas do prédio, dormir lá em casa pela primeira vez.
Olho para trás com uma certa nostalgia e esboço um sorriso luminoso. Às vezes é bom recordar. Acho que nestes dois anos e meio de não-namoro é da sensação de paixão que tenho sentido mais falta, raios, nunca mais me apaixonei a sério, a sério. Em fase de pseudo-ressaca amorosa cheguei à conclusão de que apesar de ser uma pessoa um bocado (muito) quecomaníaca, penso nisso várias (muitas) vezes ao dia, sorrisinho perverso número 4, não é a procura desenfreada das quecazinhas que me faz mexer, até porque que as quecazinhas que aconteceram neste período ficaram aquém das antigas. Se me esforçasse mais tinha pinado mais, mas esse não é problema. Não quero só mandar umas quecas com uma gaja que não teja apaixonado.
Não sei se me consegui explicar. Nos entretantos reparei que o contador do mediaplayer marca 17 contagens para a música. Time to arrumate o quartate....
Besitos e abraços
PS: não é que isto interesse muito mas sinto um bocado triste
Quanto à informação inútil do dia:
Eu gosto muito mais de uvas brancas do que tintas, disse...
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11:57 PM
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Números pares...
The Smiths - How Soon Is Now? (engraçado, vou apreciando mais os Smiths... mas tenho que admitir que não são uma banda fácil de se gostar à primeira audição...)
Mais um daqueles dias que não se passou absolutamente nada de especial. Fui trabalhar, tratei de umas burocracias e voltei para casa e prontes assim foi o meu dia. Os momentos altos do dia foram andar a pular pelo corredor do departamento todo maluquinho e feliz (numa daqueles episódios de felicidade pura e aparentemente sem motivo nenhum...) e dar uns passos de dança no lab ao som do Barry White (a horas tardias, claro está e sem ninguém por perto... o piso tava praticamente por minha conta... partyyy...). Já tou com saudades de uma noitade de funk, drum and bass, trance, uma bela duma rockada ou até mesmo de um popzinho ranhoso com musiquitas latinas pelo meio (shame on me... também gosto de pop... shame on me... lots de shame on me...).
Cama. Hoje era daqueles dias que podia apagar da minha estória. Mesmo já tando habituado e conformado com a ideia que a vida tem muitos tempos/dias mortos, os (tempos mortos) fazem-me muita confusão. Estes dias de ponte, estes dias in between... Vai-se a ver em um gajo de 90 anos só viveu 14.
Mas em jeito de fecho de emissão. Apesar deste dia ter sido um bocado vazio dei conta que gosto de números pares, gosto do 2, do 4, do 8 e por ai fora. Relaciono os números pares com a racionalidade, com a perfeição, eu gosto de números pares, logo eu sou racional (cof, cof... tusso um bocado...). Sempre imaginei que me apaixonaria irreversivelmente por alguém que gostasse de números pares também... As pessoas que gostam de números ímpares são geralmente mais criativas e menos racionais, problemáticas and so on. Era uma miúda que gostasse de números pares se faz favor.
Bem beijinhos e abraços, não digo nada de jeito...
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1:14 AM
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Terça-feira, Agosto 23, 2005
Confissões...
Banda sonora: Caetano Veloso - Sozinho (porque tou assim pró melacólico...)
Por entre os movimentos dos dedos sobre as teclas e uma sensação de melancolia incompreensível a noite vai devorando-me as horas de sono e a razão. Hoje não devia escrever, porque estou cansado, porque devia mesmo dormir, porque não me apetece, porque não há pachorra e coisas dentro do género melodramático mais fastidioso jamais inventado pela mente humana.
Mas como faço e digo sempre as coisas ao contrário, sento-me aqui contigo para falar um bocado. Preciso que me escutes.
Hoje telefonei ao Jan para saber como é que ele estava, para irmos comer um kebab, pôr a conversa em dia, e ele disse-me que tinha passado muito mal, que tava na merda e que tinha ido ao psicólogo. Ainda tentei dizer qualquer coisa mas ele disse que eram coisas dele, disse-lhe para me ligar quando quisesse falar ou só sair, ir a qualquer lado mesmo que não fosse para falar. Senti-me impotente. Ele disse-me que às vezes é difícil pedir ajuda aos amigos, às vezes não conseguimos falar tudo o que queremos com os nossos melhores amigos. Apetecia-me falar disto mas tou mesmo muito cansado.
Depois de sair do lab decidi ir a casa dele sem avisar, pensei que seria boa ideia, arrastá-lo para uma cerveja, fazê-lo espairecer.
Noc... Noc...
O Jan não tava em casa, deve ter ido para a casa da Susana. Voltei para casa com uma espécie de nó na garganta, por não ter conseguido vê-lo, por não ter tado em Zurique na semana passada. Merdinha pá.
Mas não é só isto que queria dizer, pela primeira vez vou ser tio ou melhor pseudotio. Espetáculo. A filha do Rey vai nascer este fim-de-semana, é o meu primeiro amigo, daqueles do peito, que vai ter uma filha. Não deixa de ser estranho, tenho 27 anos e a maioria dos meus amigos têm a minha idade e nenhum tem filhos, estranho ou então as coisas agora são assim.
To do list (para tentar fazer amanhã sem falta):
ir para o lab e trabalhar que nem um maluquinho
tentar convencer o Jan a ir a qualquer lado
comprar uma prenda para a minha pseudosobrinha (vai ser complicado... o que é que se pode oferecer a uma recém-nascida?)
mandar os postais para a Li, para a Xana e para o Miguel (agora não me lembro se tenho a morada do skoda algures... veremos).
Beijinhos e abraços, brigadinhos pela atenção...
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1:55 AM
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Domingo, Agosto 21, 2005
Eu, os genes, nós...
Smoke City - Underwater Love
Enquanto tava a tentar encontrar uma imagem de um escafrandro para pôr no último post cruzei-me com este livro:
Pondo isto em miúdos: um gajo (o escritor) tem uma trombose e fica com o cerebelo afectado (zona do cérebro que controla/coordena os movimentos corporais), só conseguindo piscar o olho esquerdo e mesmo assim resolve viver e escrever um livro sobre essa experiência, sobre aquilo que somos. Sobre o facto de sermos prisioneiros de um corpo que envelhece e nos abandona. O que somos na realidade distancia-se e muito do nosso corpo, daquilo que aparentamos ser.
Quantas e quantas vezes não pusemos de lado aquela miúda mais gordinha ou feia só por ela ser gordinha ou feia ou mesmo gordinha e feia ao mesmo tempo. Não querendo acreditar que somos naturalmente maus penso que os nossos genes (esses terríveis manipuladores das nossas pessoas) é que tem culpa disto tudo. Os nossos genes querem obviamente cruzarem-se com genes bonitos, para tal obrigam-nos a nós (mentes, pessoas, nós...) à dura obrigação de acasalarmos com pessoas bonitas. Nós (meros escravos genéticos... de uma certa forma escravos sexuais... lol...) exigimos apenas que essas pessoas bonitas, com as quais somos obrigados a acasalar, sejam minimamente interessantes, dêem boas quecas, sejam simpáticas ou outra coisa qualquer de pouca monta.
Nós, os genes, a vontade de voar, de sermos independentes dos nossos genes (não que eu não goste dos meus... podia ser ainda mais bonito e maravilhoso do sou, mas o que é em demasia enjoa...) andam aqui a rodopiar na minha cabeça. Pondero pela primeira vez a hipótese de haver qualquer forma de me perpetuar, de ter continuação depois da minha morte, uma espécie de Céu/Inferno sem Deus, uma espécie de reencarnação nos genes/atómos de pessoas/animais que vivam depois de mim, uma espécie de universo paralelo, outra dimensão, sei lá montes de coisas passam-me pela cabeça. Curioso é a primeira vez que penso que poderá haver qualquer coisa depois da morte, eu que era o gajo que afirmava a pés juntos que quando morremos acaba tudo, engraçado com as coisas mudam assim, num piscar de olhos (piscar de olhos, escritor que piscava os olhos... agora tive mesmo muito bem... brilhante, tive mesmo brilhante... tou orgulhoso de mim própio, nos entretantos espeto três beijinhos no antebraço esquerdo, até dou umas mordidinhas e tudo, damn it eu adoro-me... tava visto que nunca tive problemas de auto-estima, lol... sorrio e dou uma daquelas risadinhas cínicas e malvadas que me tenho vindo a aprimorar nos últimos anos...ahahhahaha...)
Estranho eu sou eu e os meus genes. Eu sou dois. Penso na relação eu/genes, eu/twin soul. Se calhar eu sou a cara-metade dos meus genes e os meus genes são os genes que melhor se adequam a mim (eu só podia ser assim, afinal ter pêlos no peito não foi uma acontecimento aleatória, a minha pessoa/personalidade adequa-se a posse de pêlos no peito... lol... rio às gargalhadas... eu mereço/devo ter pelos no peito... ahahahahahhhah...).
Isto dava pano para mangas, oh se dava. Dêem-se me uma Matilde se faz favor (ou tipo Matilde, uma pessoa também não pode ser muito picky...) umas cervejinhas uns pistachios e nascia daqui um tratado metafísico, lol...
Vou jantar. Tava mesmo com vontade de falar disto, mas pelo Messenger, pelo telefone ou em inglês não me tá mesmo a apetecer, desvantagens de ser emigra. Anfan, janta time...
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10:11 PM
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Água...
Thievery Corporation - Warning Shots (opá do novo cd... do Cosmic Game.... EM repetidíssimo mode...)
Com tanta ida aqui e ali, não tenho reparado que o mundo continua a girar na minha ausência e a congeminar arduamente, com umas forças ocultas e demoníacas desconhecidas, para me arreliar a criatura (leia-se chatear um gajo). Coisas passadas na minha ausência:
Ter saudades de pessoas que tinha aprendido a não ter saudades
Ter saudades de pessoas que não conheço (ou de apenas de uma imagem que preconcebi dessa pessoa, o chamado encantamento/fascinação internética, lol...)
Isto não tá a fazer grande sentido, pois não?
Não..
À volta para casa por entre uma chuva diluviana em pleno Agosto, estranhíssima pelo menos para mim, vim pensado numas coisas:
Encostei a minha cabeça à janela do microsubmarino número 80, que me levava na direcção da gruta submarina 183 e pousei os meus olhos num mar que caía de cima aos bocadinhos. Um mar que era céu e um céu que estava debaixo do mar e eu ali confinado ao submarinozinho 80 sem a mínima hipótese de fuga e com um montes de ideias descoordenadas (quando o mar muda de lugar com o céu, confunde qualquer um, mesmo um candidato a prémio Nobel como eu). À falta de fuga possível ou de meia-hora para destruir com ideias sem nexo voltei a pensar em ti, já sei que não devia, mas pensei, desculpa. Eu que já tinha dominado as minhas saudades por ti, voltei a errar e a pensar em ti, numa infinitamente hipotética e patética possibilidade de nos cruzarmos por ai, sei lá na secção das verduras e hortaliças de um supermercado qualquer, na secção dos iogurtes, sei lá numa secção supermercadiana qualquer.
A meia-hora passou, vesti o fato-de-mergulho (neste caso incompreensivelmente parecido com um guarda-chuva) e fui injectado do microsubmarino 80 e lá tive que dar umas braçadas até a gruta submarina 183. E eis-me aqui a meter água.
Gluuuuu, Gluuuuu, gluuuuu...
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9:34 PM
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Euzzze nas Alemanhas...
Manu Chao - Bongo Bong
Não sei por onde é que hei-de começar. Os cinco dias do congresso passaram a correr, por entre ratinhos trangénicos, teorias e factos científicos, canecas de Weiss beer, castelos encantados e a minha makinglove suite. De momento tento recuperar do esforço do congresso, organizar e responder aos 3887382 mil mails que tenho na mailbox, pôr as minha leituras internéticas em ordem e dar dois dedos de conversa no Messenger.
Na falta de energia ou assunto deixo as pics:
Hotel da tipicamente Baveriano onde fiquei magnificamente instalado...
Tinha a lovesuite perfeita, a atitude certa, o gelzinho no minibar, o cockring e as borrachinhas sexuais na mesinha de cabeceira, os pêlos no peito, só faltou mesmo uma punani... Anfan... Assim também dormi à larga...
Visita ao castelo do maluco do ludwig II, rei da Baviera... O castelo da Disneylândia é uma réplica 1 por 2 deste... O interior é simplesmente arrasador...
Ponte sobranceira ao castelo
A noite ou depois escrevo mais... Beijos e abraços
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5:46 PM
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Quarta-feira, Agosto 17, 2005
Cevada business...
Banda sonora: uma qualquer dos Air...
Ao que parece ainda não é desta que vou deixar de beber cerveja. O congresso é num mosteiro que tem uma das mais antigas destilarias alemãs... Eu até tava a tentar deixar de beber (pelo menos tanto) mas assim sendo essa decisão terá que ficar temporariamente adiada...
Weiss beer, mim gostar de weiss beer...
Apesar da super bock estar para sempre no meu coração... Macho que é macho bebe super bock...
Fotozinha que tirei nas últimas férias... Super bock e piscina com direito a sapateira e camarones... A isto é que eu chamo qualidade de vida... Só faltou o tradicional gangbangzinho, na próxima organizamos melhor a coisa...
Me voy...
button1.jpg
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2:52 PM
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Futilidades desimportantes...
Kaiser Chiefs - Everyday I Love You Less And Less (mainstream but who cares... gosto do som)
Andei a escrever umas coisas para pôr aqui, mas como agora escrevo quase tudo na minha pseudomoleskine não arranjo pachorra para passá-las para aqui. Azarito. São os ficheiros secretos do pequenoradioamarelo.
Tou a fazer tempo até as três da tarde, vou a um congresso na Baveria Alemã durante cinco dias (um misto de férias em trabalho ou trabalho nas férias, ainda não sei bem...). Nos entretantos lá me decidi finalmente a comprar uns óculos de sol (que por acaso são iguais aos antigos....), um mochila nova e o Boss in motion orange (tempo de pôr de lado o Hugo e o Burberrys e emanar outro perfume deste corpinho belo e maravilhoso).
Por falar de ter comprado uns óculos iguaizinhos aos antigos. Quando gosto de uma coisa costumo compra-la sempre aos pares para não ter de me chatear depois à procura. O meu guarda-fato costuma ser uma espécie de caderneta com cromos repetidos. Será uma forma de nunca nos perdermos, de sabermos sempre quem somos. Camisolas de capuz, pólos, e calças de ganga e 1543 camisas arrumadas a um canto (do tempo em que era pipi¿ por acaso até andava bem vestido...). De manhã quando acordo basta-me vestir uma camisola de capuz e sinto-me logo o Ricardo de sempre, o Ricardo dos pólos e das camisolas de capuz.
Este texto tá totalmente execrável, mas não consigo escrever melhor. Tou assim pró agitado por causa do congresso, é um nervoso miudinho parecido aquele que sentia quando jogava futebol, aquele vontadinha toda de entrar em campo e correr com a bola que nem um maluquinho. Por falar em futebol, tenho sentido saudades de jogar a bola, não que fosse um astro do desporto rei mas gostava da fisicalidade da coisa, de correr, de driblar, de dar uns encostos de ombro, de empurrar, de marcar golos, de dizer alhos e bugalhos, de me sentir aquele vontade de ganhar a todo o custo nem que me tivesse que partir todo. Damn it eu era mesmo agressivo dentro do campo, uma verdadeira força da natureza.
Pondo a bola de lado. Preciso de arrumar umas coisas... Beijinhos e abraços. Não sei se conseguirei escrever de lá mas vou tentar...
Este foi um piores posts dos últimos tempos...
posted by RICARDO CORREIA at
2:10 PM
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Segunda-feira, Agosto 15, 2005
1, 2, 3, partida...
Ivete Sangalo - Vem Meu Amor (baixinho, baixinho se faz favor)
Regresso à inquietude citadina de Zurique, cansado e ao mesmo com a sensação de dever comprido. De ter feito quase tudo o que queria fazer, quase tudo mas não tudo. Não consegui falar com algumas pessoas, abano a cabeça com um embaraço desajeitado e digo tzzz, tzzz. Falhei, mas têm que compreender que tive quase à beira de um burnout de férias com tanta actividade social. Mas acabei por não sucumbir às férias e eis-me aqui de volta pronto para o trabalho e para possíveis alterações na minha vidinha.
O último dia de férias deixou-me na boca um travo de perfeição, um dos melhores dias do ano. Até tive o prazer de uma apresentadora da RTP1 (muito simpática, leia-se gira e boa para caraças) se ter sentado na mesa onde eu estava, ter-me dado 4 beijinhos (2+2) e ter-me desejado boa viajem.
E na foi a Rita Blanco que te fez adeus à hora do almoço?
Foi.
Damn eu é que sou jet-set, lol.
Depois de alguns dias de insegurança quanto à possibilidade de ter perdido a capacidade de comunicar com alguém na minha língua materna (também com quinze finos em cima as coisas complicam-se... sorriso de alcoólico anónimo) descobri que ainda há esperanças. Que posso ser minimamente interessante ou pelo menos ser uma pessoa que novas pessoas gostassem de ter como amigo.
E a conversa é suficiente para uns engatezinhos?
Sim, acho que sim. Não se confirma mas acho que sim. Sorrisos patéticos. Sim, acho que sim. Tou mesmo contente, supermegacontente.
Resumindo isto tudo, regresso das origens e com uma nova paixãozita platónica para a colecção. Não sei como é que consigo conhecer tantas miúdas interessantes (definição de interessante: miúdas inteligentes e com aquele Je Ne Sais Quoi... dá-se também preferência a uma cara gira, mas não é essencial...).
Vou descansar miúdos
Informação inútil do dia: aqui chove e tão quinze graus, grrr...
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1:34 AM
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Sexta-feira, Agosto 12, 2005
Ressacando profudamente...
James - Egoiste
Tento partir uma ressaca terrorífica em dois e lembrar-me da noite de ontem. De me achar irremediavelmente perdido para a humanidade e para mim. Senti que me movimentava numa bola de sabão, indiferente aos que me rodeavam e à minha pessoa.
Custa-me voltar a conversar em português e voltar a conversar com pessoas que tenho de ganhar/impressionar ou whatever. É tudo mais fácil quando posso ficar calado, ser desinteressante, dizer piadas negras, ser estupidamente estranho e ao mesmo tempo sentir o conforto das vozes ou silêncios dos meus amigos.
Devo estar a atravessar a crise existencial dos 27, é que só pode. Navego erradamente por aqui e por ali, longe de mim.
Merda.
O meu eu pede uma dose dupla de gurosan e qualquer tipo de contacto físico com alguém do sexo oposto (quecazinhas portanto).
A falta de contacto corporal ou de uma namorada (ainda não sei bem...) tem vindo a degradar a minha pessoa. A afastar-me da pessoa simpática e divertida que fui/sou a maior parte das vezes.
Azarito, azarito...
Stop
Releio isto outra vez e penso no que o Silva me disse ontem, que blogue tem vindo a mudar, que ele me deixou de ver lá. Por entre uma leitura transversal do que tenho escrito reparo que as últimas entradas são dramáticas e melancólicas, entradas do tipo eunãoseiquemerdaéquesetáapassarcomigo. Será que mudei, ensandeci ao som de tambores imaginários. Encolho os ombros e posso a cabeça na mão. Queria estalar os dedos e voltar a ser como era.
Não encontro solução nestas linhas e não me ocorre forma de contornar isto.
Mas tentando dar a voltar por cima e tentando transformar esta coisa num serviço de utilidade pública:
A utilização de grãos de arroz dentro do preservativo durante o acto amoroso aumenta o prazer da coisa. Dizem que ao principio incomoda o membro masculino mas que a impressão é passageira e leve. Com amigos que me fornecem este tipo de informações como é que eu posso ser normal, não posso né. Sorrio e sinto-me de novo o Kinky Ricardo de sempre, a terrível máquina de empurrar cocós ricardiana is back on track.
Time to go
posted by RICARDO CORREIA at
5:25 PM
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Quinta-feira, Agosto 11, 2005
Um pequeno esforço...
Estranho para se gostar de alguém só basta pensar com muita força que se gosta e fazer isso várias (muitas) vezes ao dia.
Isto tudo porque quero gostar de uma pessoa que à partida não seria nada mais do que uma gaja mais ou menos boa com uma voz e um nome fixe e já agora um corpinho jeitoso. Damn it, apaixono-me muito facilmente, eu não posso ser normal... Mas Matilde é definitivamente um nome muito fixe.
Vou mesmo
link3.htm
posted by RICARDO CORREIA at
4:05 PM
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Relatório das actividades...
Pedro Abrunhosa - Tudo o que eu te dou (mesmo um grande expert musical como eu tem os seus momentos de insanidade musical... coninhas music mode... e cantarolando ainda por cima... shame on me, shame on me...)
Queria começar a escrever sobre tudo o que se tem andado a passar à minha volta e dentro de mim mas olhando para o teclado e para o monitor tudo se complica. O complicado complica-se e as coisas que andei a passar para a pseudo-moleskine nos últimos dias parecem não fazer sentido ou ter qualquer espécie de importância. Desinspiração de Verão, lobotomia pré-frontal, anfan. Resumindo não consigo escrever.
Desculpa, não consigo escrever.
Depois da épica conversa com a minha mãe ontem, percebi que tava a andar depressa demais, que tava em spin state. Respirei um bocado e decidi que nestes últimos dias de férias iria efectivamente abrandar, ter mais tempo, ficar mais quieto. Ficar mais tempo comigo e com os meus pais. Às vezes não nos apercebemos das coisas mais importantes e andamos impacientemente às voltas, tentando fazer tudo o que deveria ser feito num mês de férias numa semana. Os olhos pesam, a vontade de encostar a cabeça à almofada faz-se sentir de tarde e as férias tornam-se mais exigentes do que aquilo que normalmente seria de se esperar. Preciso de férias das férias. Com o avançar das ditas começo incompreensivelmente a desejar voltar para Zurique, voltar para o meu mundinho, tar mais calmo, descansar nos fins-de-semana. Apesar de ainda ter muitas coisas por fazer com os meus melhores amigos sinto uma urgência de fugir, de não ter que ir aqui ou ir ali, de passar uma noite a estupidificar em casa a ver um filme pior do que péssimo. O pior é mesmo não resistir e ter de sair, ter a sensação que tenho que catch-up with them, live what I should live in the rest of the year in just some days. I am burning so fucking fast...
Tomar banho e sair com o meu pai para o melhor restaurante do mundo e das proximidades celestes (restaurante da Fábrica em Cacela Velha, há que fazer publicidade ao negócio de família... lol) e a melhor praia do mundo.
Para vossas invejas me voy. Bou bronzear abusivamente este corpinho de Adónis. Besos e abracios
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3:53 PM
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Segunda-feira, Agosto 08, 2005
Las férias...
Tosca - Boss on the boat
Olá. Sim eu sei, eu sei que não vos tenho ligado nenhuma que aparento um total desinteresse pelas vossas pessoas, que já não dou sinais de vida há muito tempo, que não apareço pelas vossas casas adentro com novas do meu mundo há 37792 dias mas meus caros tenho tido saudades vossas ou minhas, saudades de complicar tudo.
Os últimos dias têm sido muito movimentados e tenho tido pouco tempo ou vontade de escrever. Dois dias muito em Tavira passados num piscar de olho, ontem praia da Figueira, hoje Coimbra e Anadia e amanhã ainda não sei bem. Vim ver o meu avô e ter aquela conversa ou se calhar só vê-lo, depois digo. Nos entretantos passei pela casa do tripeiro em Coimbra e passamos o dia na Figueira a expormos estes corpinhos de deuses gregos no imenso areal da praia. Depois patuscada cá em casa, beber uma cervejinha preta nas docas coimbrãs e alugar o Sideways que é um filme brutalíssimo e prontes.
Agora tou a ver se consigo arrumar as coisas e ir para a Anadia e ao mesmo tempo teclo com a muy bela martia.
Depois dou sinais de vida
Abraços e beijinhos
posted by RICARDO CORREIA at
11:20 AM
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Sexta-feira, Agosto 05, 2005
O princípio da coisa...
Rosana - Si tú no estás (esta música dá-me vontade de chorar... preciso de sonhos... preciso de uma injecção intravenosa de sonhos grandes e azuis...)
O desejo é algo que nos move de um lado para o outro e eis-me finalmente em casa. Naquilo a que chamo casa: a minha cidade natal, a envolvência de uma adolescência e infância passadas a correr, os meus pais e os meus amigos de sempre, o espaço físico habitual, Portugal, o calor trazido pelo levante, os sorrisos de Verão, os finos estupidamente gelados, os tremoços e um sem número de coisas boas e descomplicadas.
Mas pondo agora de parte os lirismos e as figuras de estilo. As férias começaram ontem e depois de ver os meus pais e tar um bocado em casa rumei à catedral dos tremoços e amendoins de Tavira: a tasca do senhor Zé. Alguns dos meus melhores amigos e muita, muita cervejola e parte da conversa que queria e devia ao Miguel, queria ter dito mais e melhor mas senti-me um impotente e acabei por não dizer nada de jeito. Mas na terça ou assim voltamos a ter a mesma conversa e vejo.
De resto passei a manhã numa macilenta e lenta ressaca alcoólica que só passou quando comi um belíssimo atum de cebolada que a mami preparou. E agora estou aqui, contigo por entre estas letras e palavras, esperando que sejam quatro para ir ver a exposição da Paula Rego no palácio da galeria. Eu é que sou sortudo, qual ir ao Tate a Londres qual quê, a Paula Rego sabe que eu vou de férias a Tavira faz uma exposição em Tavira.
Nunca mais são quatro, pá.
Tomar banho e sair. Até logo
Ps: tá um calor verdadeiramente insuportável...
posted by RICARDO CORREIA at
4:31 PM
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Quinta-feira, Agosto 04, 2005
Férias...
Madness - Our House (vou para casa... yeah baby... casa... vou para casa...)
Tenham medo, tenham muito medo, amanhã estarei em Portugal às duas e tal da tarde... Sem os meus óculos de sol (grrr...) mas ai estarei...
Quatro da manhã e ainda não arrumei as malas e ainda tenho que passar pelo laboratório às nove...
Pânico... Pânico...
A ver se consigo arrumar a minha backpack e dormir pelo menos uma hora...
Até logo pessoal e beijos e abraços dependendo do sexo freguês ps: tou cheio de sono e ao mesmo tempo possuidérrimo... I am going home... I am going home... Hoje sou um gajo feliz... Já ando a sonhar com uns salmonetes grelhados e uns doces de amêndoas (opá e já agora se for possível daquelas suecas buéda malucas...).
posted by RICARDO CORREIA at
4:12 AM
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