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Quarta-feira, Abril 26, 2006
Férias...
Placebo - Pure Morning
Volto dia 8 de Maio...
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7:46 PM
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Terça-feira, Abril 25, 2006
Gostar de ti pertinho de ti...
Jewel - Foolish Games (hoje mais pelo título do que pela letra, sorry Jewel no donut for you today... apesar de gostar muito da música)
Ontem num momento de maior demência telefonei-te. Desculpa, não consegui resistir mais, desculpa ter-te ligado aquela hora, desculpa ter voltado a entrar assim pela tua vida adentro com toda a minha loucura, desculpa precisar de ouvir a tua voz. Desculpa precisar de saber se ainda tás aqui dentro Precisava de ouvir-te, de falar contigo, nem que fosse sobre a maior idiotice do universo. Precisava de saber if you were seeing somebody, but dont ask me way, precisava de saber se ainda sinto um burburinho dentro de mim quando falo contigo.
Pena é que SÓ gosto de ti. SÓ gosto de ti. Gostar. Eu gosto dos meus pais, eu gosto da minha mana, eu gosto dos meus amigos e quero continuar a gostar deles para sempre.
Eu gosto de ti logo também queria gostar de ti para sempre. Sinto a tua falta, mais do que aquilo que poderia imaginar quando disse que me queria ir embora pela segunda vez. Tenho saudades da tua voz, da tua cama, do teu abraço, de seres minha, tenho saudades tuas e de gostar de ti pertinho de ti.
Não será o gostar também qualquer coisa que vale a pena lutar. Tou confuso por entre o amar e o gostar. Por entre atracões, gostares, lembranças e coisas afins vou fodendo os meus dias. Grave, grave é nesta situação de ferro e de fogo não chegar ser só amigo da val.
Condenado a confusões mentais pelo menos nos próximos seis meses... Grrr... Vida complicada, esta a minha..
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4:11 AM
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Segunda-feira, Abril 24, 2006
Beijarrrrrrrrr...
Exige-se uma música que me encha o coração, que me faça olhar o mundo sem medo. Dá-se a volta aos cds e escolhe-se a Duende dos Gipsy Kings, talvez este Duende faça magias mágicas e me possa salvar de um destino incerto.
A música começa e sinto uma enorme vontade de beijar. Uma vontade avasaladora de dar beijinhos pequenos, de dar beijos grandes, beijos com tudo, beijos com menos, beijinhos de boca, beijinhos perto da boca. Beijos, beijos... Eu quero beijar... Eu quero beijarrrrrrrrrrrrrrrrrrr...
Isto dos beijos porque andei a ver uma comédia romântica...
Something new...
Dentro do género um bom filme, com alguns clichés mas bom na mesma. Mesmo o que eu estava a precisar nesta minha fase de crise emocional. Um filmezinho bem disposto e com um happy end... Ainda não sei se estreou em Portugal mas recomenda-se.
Nos entretantos, na falta da minha menina azul para beijar, darei uns xoxos na minha almofada. Tenho pena do meu travesseiro gigante tar em Portugal, grandes beijos simulava eu no travesseiro e era fixe porque ao mesmo tempo dava para apalpar o rabiosque ao travesseiro. Eram belos os meus tempos de pré-adolescente.
Tenho saudades tuas pá (fala-se do travesseiro...).
Positivo foi também o facto de ter passado mais um dia sem ter telefonado a Val. Custa-me tanto, não sei se por ela, não sei se por me sentir muito sozinho, o certo é que tem sido complicado. Mas graças aos meus amigos tem sido possível resistir. Obrigado, pelo apoio pá. É bom ter amigos do peito. Bidadinhos mesmo. Raios, até me emocionei com esta merda...
Me voy cariño
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2:41 AM
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Quinta-feira, Abril 20, 2006
Cadência parte dois e meio...
Secret Machines -First Wave Intact
Por entre as linhas dos Secret e copos repletos de weissbier procuro uma quietude que teima em não aparecer cá por casa. Os últimos dias têm sido pesados. Não, não, porque não tenha pinado a espanhola (tão contentes... não pinei a espanhola...). Arrasto-me entre casa e o instituto and the other way around, vivo coisas boas mas o mal parece andar sempre comigo de um lado para o outro.
As palavras são muito pequenas para eu pôr o que sinto dentro delas. E a partir dessa premissa irrefutável torna-se complicado resolver isto que me vai na alma pelo simples exercício da escrita. Se calhar isto tudo advêm de eu ter descoberto que afinal gostava um bocadinho da Val, é óbvio que gostava e ainda penso nela. Mas se não a amava fiz o que deveria ser feito, não acham?
Hoje mandei-lhe um sms e fiquei todo neurótico à espera da mensagem de volta, não que esperasse milagres. Fiquei ali todo menino à espera que a minha mãe cortasse o bolo de ananás e eu pudesse abrir muito a boca e engolir o maior naco de bolo de ananás jamais engolido na história da península ibéria e sul de França.
A mensagem lá chegou (duas horas depois... grrr...) e lá pude comer o meu pedacinho de bolo de ananás (neste caso de tão pequeno até nem tinha nenhuma rodela de ananás on top..).
Depois ainda tentei o Messenger, lá apareceu o tripeiro a lá o tive a massacrar com as minha dúvidas existenciais e o Renato com quem discuti as enormes potencialidade hi5ianas das amiguinhas (tom perverso¿) dele... Há belas amigas em Oeiras, ai há há... Eu também quero ter amigas em Oeiras.
Ainda tive duas horas à conversa com alguém (prontes prontes uma míuda). Umas daquelas agradáveis conversas de reconhecimento topográfico. Tem sempre a sua piada conhecermos pessoa através de um teclado, existe uma espécie de liberdade absoluta (ou semi) que faz as coisas andarem mais depressa. Mas o facto de andar um bocado melancólico não tem sido bom, falta-me qualquer coisa, não que fosse preciso ser genial a todo instante, mas sei lá, falta-me a jiga-joga. Falta de treino. Ou se calhar como estou em ressaca amorosa o Messenger sabe-me a pouco, não consigo dar os pulinhos de felicidade Messengerianos de outros tempos. Tar todo fodido por dentro dá-me pouco espaço de manobra.
Resumindo apesar de tanta coisa boa faltam-me forças para ser feliz neste momento. Mas como este blog vive das minhas depressões ao menos é bom para o rádio.
Boa noite meus senhores e minhas senhoras (nesta ordem... porque já se sabe que eu não sou politicamente correcto...).
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2:55 AM
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Quarta-feira, Abril 19, 2006
Cadência...
Atenção Atenção é o pseudodrama pessoal
James - Sit Down
Porque me apetece sentar e deitar tudo a perder. Pegar nas coisas e partir, não porque não seja minimamente feliz aqui, até porque o sou. Não porque não tenha aqui amigos aqui, porque até os tenho, e bons amigos. Mas sim porque sim. Porque sinto dentro de mim uma cadência desagradável que me leva aos poucos para a terra da neverlandhappiness. Aquela cadência que vem devagar e devagarinho e se instala para sempre dentro de nós. Uma infelicidade aparentemente feliz.
Não que teja farto das pessoas, do meu projecto ou de Zurique, mas por tar farto de mim, de por vezes me achar incomodativo ao ponto de ter que ficar calado. Por tudo e por nada.
Ainda pensei que esta sensação se relacionasse com o facto de estar sozinho outra vez e de certa forma outra vez sem rumo e sem planos. Mas não, nunca tive medo de ter uma vidinha desorganizada, nunca tive medo de meter-me num avião e começar tudo de novo, ter novos amigos, conhecer novas gentes e costumes diferentes, novas conversas, conhecer um novo Ricardo. Mas tudo mudou. Desde há uns tempos para cá sinto que já não tenho muito por aprender em Zurique, que seria necessário dar "o salto". Voar em aviões de papéis que existem dentro da minha cabeça. Voar, voar...
Talvez isto seja falta de férias, de paixão, dos pais, dos amigos de sempre... Falta...
Beijos e abraços para as freguesas e fregueses respectivamente...
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1:31 AM
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Segunda-feira, Abril 17, 2006
Devagar, devagarinho
Martinho da Vila - Devagar, devagarinho (repeat mode)
Por aqui não se trabalha e o dia sabe a Domingo, a batida carioca vai fazendo das suas e a batucada faz-me mexer na cadeira e teclar ao ritmo da música. É devagar, é devagar, devagarinho. Devagar, devagarinho é the way to go.
Tirei o dia para devagares, devagarinhos... Hummm, uma Segunda com qualidade de vila...
Fui
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2:11 PM
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Domingo, Abril 16, 2006
Sunday afternoon blues...
Nick Cave - Red Right Hand
I am kind of cracked up and at the lab... I am going down baby... Going down baby... Nos entretantos penso no meu novo projecto Messengeriano, e esfrego as mãozinhas e sinto uma enorme perversidade circular pela corrente sanguínea. I feel daring and naughty, very naughty indeed... Até porque não é todos dias que se tecla com alguém com um set duplo de dildos... :)
Há que ser optimista e eu até tou/sou single again. Logo há que dar-lhe gás (olha olha penso na gasolina do papi chulo...).
Bom Domingo... Eu bolto para as células e os microscópios, humpffff...
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4:18 PM
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Sábado, Abril 15, 2006
Txaramm...
Santana - Put Your Lights On
Às vezes é complicado acordar...
Olha, olha... eu sem pijama... Muahhh... Muahhh... Muahhh... Consegui surpreender-me a mim próprio... Ahhh... Ahhh...
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6:04 PM
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Sexta-feira, Abril 14, 2006
Foi você que pediu um bestseller...
Sétima Legião - Anos Depois (do baú das memórias...)
Preparem-se para uma enorme seca. Depois não digam que não foram avisados...
Apesar de tar um dia maravilhoso e poder finalmente experimentar o meu filtro polarizador na máquina digital, resisto e sinto uma enorme vontade de escrever, mesmo sendo um duro agnóstico (ver para crer meus senhores, é ver para crer, afinal de contas sou um wannabe scientist).
Ora comecemos. Tava eu muito bem a almoçar o meu bacalhauzinho com grão, quando na RAI 1, começam a mostrar um programa espectacular sobre o evangelho de Judas. Como toda a gente sabe, ou pelo deveria, a bíblia (pelo menos a parte do novo testamento) resultou de uma criteriosa (maquiavélica?) escolha dos quatro evangelhos. Uma compilação seleccionada que foi evoluindo ao longo dos tempos ao sabor das necessidades da chamada igreja.
Ninguém põe em causa a mensagem metafórica da bíblia mas ficamos sempre com um amargozinho de boca. E as outras estórias, as outras versões de quem se cruzou com Jesus. Sendo inegável a existência desse homem (Jesus) e sendo o mesmo a pessoa mais importante na história mundial (pelo menos na história dita ocidental) é sempre de grande interesse ouvirmos relatos de outras vozes. Especialmente de uma voz como a de Judas. De uma voz amaldiçoada pelo seus pares.
E isto poderá ser muito importante para percebermos a criação da igreja, a génese anti-semítica, termos outra ideia da mensagem de Jesus, pensarmos na história como algo que foi manipulado ao longo dos tempos. Desde sempre tive a ideia que Judas entregou Jesus por dinheiro, olhando cegamente para a bíblia mas assim de repente (e depois de ter visto o programa) penso que as coisas poderão não ter sido assim. E se foi Jesus que pediu a Judas para que o denunciasse, e se... Estou mesmo em pulgas para ler o evangelho de Judas, esqueçam o Código da Vinci, there is now way that o amiguinho Dan Brown can compete with Judas himself...
Nos últimos dias tenho pensado muito em termos os dois lados da estória. Tento sempre pôr-me na posição oposta à minha e tentar perceber as razões da outra pessoa. Mas o engraçado é que por razões mais fortes do que eu (por exemplo uma forte inbuilt perception de qualquer coisa) não consigo ter uma visão totalmente livre. Será uma daquelas coisas que terei que polir ao longo dos tempos. Sim porque o match de um corpinho perfeito deverá ser uma consciência perfeita.
Queria falar mais do livro, das possíveis repercussões históricas, das possível repercussões pessoais, queria falar mais disto. Mas o dia está um espanto para testar o meu filtro polarizador. Por issos... Ponho-me nas putas, time para pegar no porco e fazer as chouriças...
Me voy. Hoy me sinto muy vivo e cachondo (ando treinar para o blind date de hoje à noite com a espanhola, lol... wish me luck bitch...)... O meu coração bate descompassadamente e sinto a loucura orbitar por mim, sinto-me feliz... Bom fim de semana...
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2:30 PM
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Quinta-feira, Abril 13, 2006
Coisas do Coração...
Jackson Five - I'll Be There (baixinho, baixinho)
Hoje é mais umas daquelas noites em que me entedio-o profundamente. Ainda pensei ir à baixa tirar umas fotos, mas uma chuva escorreita tinha outra ideia para a minha noite. E fui forçado a ficar em casa. Entedio-me... Entedio-me...
Todas as casas de estudantes ficaram vazias. Bilhetes de avião ou comboio na mão, sorrisos, desejos de boas de férias. Todas as casas de estudantes menos a minha. Humpfff... A mistura destes pozinhos com uma enorme ressaca romântica fazem-me tremer um bocado. E sinto-me menos dono do mundo e de mim, especialmente de mim. Um tédio normalzinho assume hoje maiores contornos, pega em mim e deita-me abaixo. Merdinha pá, merdinha.
Já há uns tempos que não me sentia tão mal, melhor nunca me tinha sentido tão mal. E lidar com uma nova sensação, como esta, revela-se uma tarefa para a qual não estava adequadamente preparado. Invento desculpas, assunto para escrever, mas perco forças e compasso, e os meus Ricardos rondam o desmaio colectivo.
Tenho pensado que eu e a Val andamos numa corrida contra o tempo. Que queremos a todo custo arranjar alguém, antes de nos voltarmos a falar. Não com o intuito de nos magoarmos, mas de estarmos absolutamente seguros. De podermos voltar a falar como no princípio. Pensei, pensei e achei que podíamos sincronizar isto de arranjar namorada/o. Que a sincronização seria o caminho menos doloroso para uma hipotética reconciliação.
Patetices, Ricardo. Meras patetices, meu caro Ricardo, o que tu tás para aí a balbuciar. Eu (o Ricardo imperturbável e sereno, ou então, hoje, até não tão sereno), digo-te para teres mais calma, respirares, contares até catorze, sair de casa, eu sei lá.
Pois é mas chove tanto. Raios, chove tanto. Queria tanto ir por ai fotografar, raios de cinquenta mil volts escapam-se da minha boca, e praguejo em três línguas diferentes.
Acho que bou ber um filme qualquer...
vira para aqui, vira para ali... Cinco minutos a virar e a revirar...
Já escolhi é este
Apagar a luz e mergulhar por entre os cobertores...
PS: até acho que já na tou deprimido... :)
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10:11 PM
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Rabinhos...
Marisa Monte - Amor I love you (o cd das memórias de trás para a frente e ao contrário...)
Continua tudo bem, tudo, tudo bem. Hoje andei às voltas no lab a tentar arrumar tudo e cheguei a conclusão que não seria a melhor altura para meter férias. Tenho que fazer mais um esforço, até porque as coisas no lab tão a correr mesmo bem. Sinto-me muito cansado psicologicamente mas ao mesmo tempo tenho conseguido manter um ritmo de trabalho muito produtivo. Faina versus insanidade qual delas ganhará?
Ao mesmo tempo volto a repensar na Val, nas coisas entre nós. Não é que queira voltar a namorar com ela (até porque acho que não quero, até porque ele há coisas que são simplesmente irreversíveis...), mas fica sempre nó na garganta. Uma sensação de que poderia ainda haver qualquer coisa (Ricardo não tás a pensar em quecas pois não... não presto declarações... desculpa...). Desculpa, não tou a conseguir passar a mensagem.
Vê-la com um caramelo qualquer e sentir-me a pessoa mais idiota do universo. Ou então pior, acabar com uma gajita qualquer cinquenta mil vezes inferior à Val.
Sim, shame on me, estou a ter um comportamento ridículo. Mas não será o período pós-paixão um dos períodos mais silly do universo. Senão, o mais silly, pelo menos o menos racional. Acabo com a Val e depois ponho-me a pensar que se calhar foi a pior decisão da minha vida, especialmente quando comparo a Val com as outras. De uma ligeira simpatia mental que nutria pelas outras, experimentei uma sensação de adoração total pela Val, chegando a pensar que a Val seria quase tão inteligente quanto eu (lol... esboço um grande sorriso... sou mesmo muita bom... aproveito também para dedicar este belo momento às pessoas que não gostam de mim: sim, sou lindo, maravilhoso e ainda por cima sou estupidamente inteligente... damn I love myself).
Paragem de cinco minutos para dar beijinhos nos meus bracinhos a saberem a gel duche mel e amêndoas. Si carino, si carino, Ricardo tu é muto gostoso cara...
Ricardo vai, põe logo na minha bunda gostosa, põe... põe até o fundinho... Quero sentir o seu pauzão (sotaque brazuca...)
Rewind, rewind... Ricardo não podes pôr estas merdas no blog pá. Até a tua irmã mais piquena lê isto. Ricardo têm juízo pá.
Bed time mates...
Para dormirmos melhor fica uma fotozinha da keyra... Suspiro e penso em rabinhos...
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12:47 AM
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Quarta-feira, Abril 12, 2006
Olha, olha...
oubindo Blondie - Heart of Glass
Olha, olha um blind date caído do céu...
Ora minha gente, atentem no mail que o Zé Nuno me mandou:
Olá minha gente!
Estamos agora a expandir fronteiras... Há uma nova alminha perdida que vem
da Terra de "Nuestos Irmanos" e que está ávida de umas birritas.
Estou a falar da Carmen, que vem de Alicante e também é uma neurogirl
Eu vou para a minha Santa Terrinha passar a Páscoa, mas se alguém ficar cá
por estas terras, então que se lembre do mail dela "xxxxx@hotmail.com".
Bem vinda Carmen...
And now in English, because in case carmen does not understand the bulshit
I wrote:
We are expanding borders... There is a new lost soul that comes from the
Land of "Nuestos Irmanos" and that is anxious of a couple of "birras".
I am talking about Carmen, bla, bla, bla
I am going to Portugal for the Easter, but if anyone stays around, please
don't forget her e-mail...
Como vêm, o meu ingles é tão mau como o meu Português...
Digam coisas...
A minha mente perversa e pecaminosa borbulha intensamente... Eu que gosto tanto de espanholas...
Era uma espanhola parecida a esta mocinha se faz favor...
besos e abracios companheros
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1:32 PM
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Férias de Zurique...
David Byrne - Dance on vaseline (remisturado pelos Thievery)
Voltar tarde do lab. Comer uns deliciosos cremes com nutella e sentir-me buéda cansado. Amiguinhos, estou oficialmente exausto.
Preciso urgentemente de férias. Zurique é muito bom e bónito mas já há três meses que na vou casa, portantos... E o facto de VOCÊS me terem dito que foram almoçar à da minha avó deixou-me possesso. A ver se amanhã arrumo as coisas no lab e vou 3 ou quatro dias a pt.
Bazo camaradas do aparelho partidário...
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1:15 AM
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Terça-feira, Abril 11, 2006
A primeira vez...
Des'ree - Kissing You (repeat mode)
Hoje vi-te pela primeira vez desde aquele dia. Hoje tinha mesmo que te ver, saber de ti. Inventei uma desculpa, afirmei a mim mesmo com uma força e convicções extraordinárias que tinha mesmo de ir ver um seminário no teu instituto (claro que menti... fui para ver-te ou pelo menos com a esperança de me cruzar contigo). Eu vi-te, tu viste-me, mas avistamo-nos de uma forma escondida, quase que proibida e imprópria. Não tive coragem para ir ter contigo e saí a correr do seminário.
Passada meia hora, telefonei-te para dizer-te que não me sentia preparado para ver-te, tu disseste o mesmo. Falamos um pouco e senti um nervoso miudinho difícil de controlar, um treme-treme de incertezas e ao mesmo tempo fiquei muito feliz por ter falado contigo. Ficarei muito triste se não fizeres parte da minha vida, independente de sermos ou não mais do que amigos.
Para completar o ramalhete choro copiosamente...
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1:28 AM
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Domingo, Abril 09, 2006
Dá-lhe coyote...
Jeff Buckley - Lilac Wine
Não te tava para escrever mas assim num vipe lembrei-me que poderia ser uma boa ideia. Pus o Jeff, encostei-me ao fundo da cadeira, tu sorris-te e comecei a falar cheio de manias.
Não porque quisesse ser estupidamente eloquente e narcísico, mas porque queria que gostasses de mim, que pudesses aleatoriamente amar-me. Sim, deve ser isso, isso de nos amar-mos perdidamente.
A agulha do toca-discos salta e aparece a Night dos Morphine.
Ricardo e se acabasses com a corversa da treta e começasses o post. Tou a ficar fartinha e tenho muita vontadinha de ir fazer xixi. Hurry up. Escreve pá, escreve...
Prontos, escrevo. O tema do dia é o Síndrome de Estocolmo
Citação wikipédica:
Síndrome de Estocolmo é um estado psicológico no qual as vítimas de um sequestro, ou pessoas detidas contra sua vontade, desenvolvem um relacionamento com seu(s) captor(es). Essa solidariedade pode algumas vezes se tornar uma verdadeira cumplicidade, com os presos chegando a ajudar os captores a alcançar seus objectivos ou fugir da polícia.
A síndrome desenvolve-se a partir de tentativas da vítima de se identificar com seu captor ou conquistar a simpatia do sequestrador.
A síndrome recebe seu nome em referência ao famoso assalto de Norrmalmstorg do Kreditbanken em Norrmalmstorg, Estocolmo que durou de 23 de agosto a 28 de agosto de 1973. Nesse acontecimento, as vítimas continuavam a defender seus raptores mesmo depois dos seis dias de prisão física terem terminado, chegando mesmo uma das raptadas a casar com um dos raptores. Elas mostraram um comportamento reticente nos processos judiciais que se seguiram. O termo foi cunhado pelo criminólogo e psicólogo Nils Bejerot, que ajudou a polícia durante o assalto, e se referiu à síndrome durante uma reportagem. Ele foi então adoptado por muitos psicólogos no mundo todo.
Outros casos famosos incluem pessoas sequestradas e reféns tais como Patty Hearst. Depois de ter sido refém de uma organização militar (o Exército de Libertação Simbionesa) Patty Hearst juntou-se ao grupo vários meses depois de ter sido libertada.
As vítimas começam por identificar-se com os sequestradores, no princípio como mecanismo de defesa, por medo de retaliação e ou violência. Pequenos gestos por parte dos captores são frequentemente amplificados porque, do ponto de vista do refém é muito difícil, senão impossível, ter uma visão clara da realidade nessas circunstâncias. As tentativas de libertação, são, por esse motivo, vistas como uma ameaça porque o refém pode correr o risco de ser magoado nesses mesmos actos. É importante notar que estes sintomas, são consequência de um stress emocional extremo, por vezes até físico. O comportamento é considerado como uma estratégia de sobrevivência por parte de vítimas de abusos pessoais, tais como abusos no âmbito familiar (esposas, filhos etc.).
É o Síndrome de Estocolmo. E por isso que certas vezes não nos conseguimos libertar das pessoas "más". Vemos sempre as coisas boas e amplificamo-las muitas vezes. Tenho pensado nisto muitas vezes. No facto de às vezes devido ao contexto (stress, pressão... wathsoever) nos deixarmos levar, querermos acreditar nessa pessoa. Ao memo tempo viro isto ao contrário e penso que também já fui várias vezes o raptor, que mesmo não estando tudo bem (porque tava a ser um naughty raptor... eufemismo para FDP...) as pessoas me perdoaram, devido ao contexto da coisa.
Às vezes penso que tudo terá uma explicação possível, se calhar é o método científico a fazer das suas. Que beltrano fez aquilo por causa de sicrano. Um facto é que dou muitas vezes por mim a torcer pelos vilões. E o roadrunner irrita-me profundamente...
Dá-lhe coyote...
Isto não saiu como eu queria... Mas give me a break, it`s Sunday...
hasta companheros
posted by RICARDO CORREIA at
1:57 PM
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Sábado, Abril 08, 2006
é o fato de treino a 25 euiros...
Jack-Johnson - Upside-Down
Saio de casa de fato treino... Mon dieu, bati mesmo no fundo... Sorrio e vejo o Ricardo de sempre voltar a aparecer. Up and away supermegapilinha...
posted by RICARDO CORREIA at
5:35 PM
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o meu lado B...
White stripes - Seven Nation Army
O dia começou de uma forma hedionda. Ring, ring... Dois Jeovás homossexuais portugueses a baterem-me à porta. Eu completamente ressacadíssimo e mal disposto. Livrinhos, panfletos coloridos, argumentações (sim, os gajos também não se safaram de levar uma seca também...). Voltar à cama... Dormir, dormir...
Nos entrantos tento pegar em mim e fazer qualquer coisa e não consigo. Hoje é um daqueles dias pasmacentos e cinzentos, em que não sinto com forças para ser o Ricardo de sempre, sempre cheio de sorrisos e boa disposição. Hoje, pela primeira vez desde que acabou tudo com a Val, sinto-me realmente muito triste e absolutamente só. Não, porque não possa telefonar a alguém, ou isto aquilo. Mas porque não posso/quero mostrar este meu lado fraco e triste. Nunca gostei de dar a conhecer este meu lado melancólico e escasso. Nunca gostei de entristecer as pessoas com a minha tristeza. E hoje é um desses dias, em que espero não me cruzar com alguém conhecido, ter que sorrir sem querer e dizer que tá tudo bem.
Dizer que tá tudo bem...
Fodasse não tá tudo bem, sinto-me fucking sozinho. E aqui está ela a magnífica ressaca pós-namoro, e ao que parece veio para ficar. É nestas alturas que a vontade de telefonar à Val assume contornos monstruosos. Resisto, claro que resisto, porque ela mereça que eu resista, porque se lhe telefonasse ia abrir a gaveta da dor. Porque gosto dela e não quero que ela sofra mais do que aquilo que eu a fiz passar. Um sentimento de culpa instala-se, senta-se na cama, puxa um cigarro e olha desafiadoramente para mim. Baixo os olhos e sinto-me a pessoa mais feia da terra.
Deixo o teclado, sento-me na cama ao lado dela e fico ali branco e absorto. Puxo também um cigarro e queimamos cinco minutos entre a ponta dos dedos e o céu da boca. Ela abraça-me com força e vai embora.
Já passou, já passou. Levanto-me, amachuco o cigarro e digo para mim mesmo que tenho urgentemente de sair de casa. E é assim que este post acaba.
Bom fim de semana
posted by RICARDO CORREIA at
4:03 PM
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Sexta-feira, Abril 07, 2006
Tiramisu...
Oubindo Madona - Sorry (oh yeah baby... esta Madona tá em grande forma...)
Falar do dito no post anterior levou-me à uma incontrolável e ensandecedora loucura... Aviso a navegação:
SOS, SOS... Preciso desesperadamente de uma enorme taça de Tiramisu... SOS... SOS...
Neste momento dava o dedo mindinho, do pé esquerdo, por uma tacinha de Tiramisu... Acho que tou grávido, é que só pode...
posted by RICARDO CORREIA at
2:04 AM
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Falar Português...
Ronettes - Be My Baby (pá da banda sonora dirty dancing...)
Enorme vontade de escrever. Até tinha umas frases chavão brilhantes para pôr aqui, que vim a matutar no caminho de regresso. Mas o teor etílico não perdoa e esfumou-se tudo por entre neurónios assassinados e uma sensação feliz e inocente. Descodificando, tou semi-fucking drunk.
Passo para a Acorda menina linda do Palma. Porque te quero falar de coisas portuguesas. De falar português, de cruzar o céu com palavras bonitas, que só os portugueses parecem entender. De uma súbita vontade de escrever cartas de Amor, de uma súbita vontade de me apaixonar, de me apaixonar em português. Juntado o facto de conhecer uma estudante portuguesa linda (e porque não dizer inacreditavelmente boa... já que tamos a pôr os pontos nos is) a uma semi-alcoolização, faz-me pensar. Faz-me pensar que já ando por fora há tempo de mais, que me esqueço como as miúdas portuguesas são irresistivelmente atraentes, simpáticas, e ainda pôr cima falam português (duhhh). Ao que parece é só vantagens, e eu aqui longe de tanto encantamento.
Leio o que escrevi, e não gosto. Não gosto da forma como encadeie isto. Apetecia-me telefonar-te, irmos sair, beber umas coisas quaisquer, falar, falar e não parar de falar. Não é que seja especialmente um bom falador, ou que tenha qualquer coisa para dizer. Não que precisasse terrivelmente de falar, mas ir tomar um café contigo era daquelas coisas que me saberia divinalmente (por falar em coisas divinais lembrei-me agora de Tiramisu... mim adorar Tiramisu... mim gostar muito de Tiramisu...). Ou ainda melhor, um date, isso é que era, um date. Ou ainda melhor um blind date. A minha mente divaga...
pausa a minha mana apareceu no Messenger... já venho...
Pois é a converseta com a minha irmã cortou tudo... Lá se foi toda a construção frásica e ideológica do post... A única coisa boa foi ficar a saber que na casa da minha irmã mora uma coleguita toda simpática (e sem namorado... que isso é importante...). Exige-se uma rápida incursão a Torres Novas. Tenho mesmo andado cheio de saudades da minha mana (nos entretantos, olho mil e cinquenta vezes para a fotozinha da amiga da minha mana, e repito a palavra simpática. Ela é mesmo muito simpática, ela é mesmo muito simpática.
Tá visto que tou desequilibradíssimo hormonalmente. Passei de um redondo oitenta para um minguado zero... Porque é que isto do fazer o amore assume tanta importância na minha vida.
Time para recolher à minha suite presidencial... Hasta pessoal lindo e maravilhoso que aparece por cá...
a fotozinha do regresso a casa... Ainda ando com o gorro que comprei em Praga... E ainda se vê neve (tripeiro ontem levou-se o dia todo a nevar... inacreditável mas é verdade... e tá um frio do caracinhas)... Esta Primavera em termos climáticos e em termos emocionais promete, promete promete... Grrr, tanto friozinho e eu sem gaja...
posted by RICARDO CORREIA at
1:25 AM
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Segunda-feira, Abril 03, 2006
Dia de anos...
Lou Reed - Perfect Day
Hoje foi dia de festa, porque vinte e duas pessoas se lembraram que fazia anos (efeito hifiviano... talvez...). Bem mas o número até não interessa, o que interessa é que a maioria das pessoas mais importantes da minha vida se lembraram de mim, algumas não se lembraram mas não me posso queixar muito, eu que tirei uma pós-graduação em esquecimento de aniversários importantes. Lá chegou o postal dos meus pais, o telefonema da minha mana, o telefonema da petite princesse Sofia, os SMSs e mails dos amigos de sempre.
Ele não chegou o telefonema da Val, talvez não soubesse, talvez ainda estivesse chateada de morte comigo. Para vingar-me, esquecer-me ou fuckingwathsoever fui fazer o teste HIV. Uma espécie de recomeçar, de me desembaraçar de vez dos sentimentos que ainda me habitam. Foi fácil. Tirar a senha, esperar, esperar (e ficar diabolicamente nervoso com o facto de um sharp objecto metálico entrar em mim daqui a nadica de nada), entrar, sentar, responder, levantar, despir o casaco, nervoso miudinho, fechar os olhos, pica, sangue, sangue, dizer uma piadinha para disfarçar a indolência, dizer adeus, sair e prontes.
Foi a minha primeira vez e aconselho a toda a gente. Não custa nada e assim fica-se a saber e prontes. Não ficamos com aquela dúvida a pairar em nós, como um cadáver absorto e abjecto. Foi como um espécie de pôr o conta-quilómetros a zero. Depois da revisão, estou novamente pronto para o mercado automobilístico dos usados (já madei fazer o letreiro: namorada low maintenance precisa-se...)
E foi assim o meu dia de anos, venham mais então.
Agora umas frases deslocadas:
Isto sem ter nada de plano obscuro e maquiavélico ou wathsoever (até porque sabemos que somos incompreensivelmente incompatíveis). Sofia tenho saudades tuas, tenho saudades das nossas conversas, das idas ao cinema, dos copos, de seres a minha melhor amiga, de seres winda, de não teres mandado embora quando eu de repente me vi assim completamente teu, bigadinhos por teres telefonado, bigadinhos por tudo, és a minha melhor amiga. Coisas boas para ti gaja.
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11:14 PM
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Duas vezes catorze...
Caetano Veloso - Sonhos (escolhi esta música num despropositado propositado ou apenas por causa do nome... Sonhos... é isso, sonhos)
Hoje, há 28 anos atrás nascia o eu e com ele nasciam também as minhas irreversíveis problemáticas. Vinte e oito anos, soletro o número vinte e oito. Tenho vinte e oito anos pá, tenho vinte e oito anos pá. Exactamente duas vezes catorze (tá explicado porque é que o número catorze andou a rodar tantas vezes no rádio nos últimos dias).
Tenho vinte e oito anos, custa-me a acreditar. Envelhecemos pá, já não somos aquele puto reguila e irreverente, que andava pela travessa de peito cru, na sua magnífica bicla Vilar. O puto que devorava tortas de laranja no restaurante do avô, o puto que marcava golos por entre as balizas de calçada. O puto que jogava às escondidas e ao bate pé. O puto, o nosso puto. Eu, tu, nós, chegamos até aqui.
Desculpem... Silêncio...
Reviro o cabelo, levanto-me. As coisas ficaram de repente muito sentidas por estes lados, pensámos em tantas coisas, pensámos que já não somos esse puto, mas que foi bom conhece-lo, que temos saudades dele. Começo a chorar sem explicação possível... Como em tudo na vida avançamos pela vida perdendo pessoas, conhecendo outras e foi assim que te perdi.
Crescemos puto, deve ser isso... Crescemos pá... Tenho saudades tuas...
Parabéns a ti, parabéns a mim, parabéns a nós.
assinado:
Calvin
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1:13 AM
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Domingo, Abril 02, 2006
Desperate houseman...
The Smiths - Last Night I Dreamt That Somebody Loved Me
Arrumando a casa... grrr... Tenho uma fascinação, quiçá kinkyness, por coisas relacionadas com a lida da casa... Ele é o aspirador, ele é o swiffer, ele são os detergentes abrasivos para a casa de banho, ele é o cif, ele é o sonasol verde, anfan... A lida da casa é um mundo...
Bom Domingo... Eu continuarei alegremente a tentar limpar a casa... Grrr, limpar a casa... Grrr... Limpar a casa... Grrr... É nestas alturas, apenas e só, que desejava já tar casado, junto, whatever...
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2:03 PM
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Sábado, Abril 01, 2006
Foi muito bom...
Police - Seven Days
Peguei nela (entenda-se pilinha) segurei-a com a mão esquerda, divertir-me, vim-me em quantidades industrias e regozijei, tomei um banho demorado, peguei outra vez no Siddhartha do Hesse.
A tempestade passou. Isto de ter um gajo em casa durante uma semana e não se poder masturbar à vontade perturba qualquer um. Sorrio e sigo. Tou melhor, inacreditável como um orgasmo muda tudo.
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6:32 PM
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Eu e o menino Jesus...
Tribalistas - Velha infância (repeat mode)
Apetecia-me telefonar à Val. Tenho que resistir, tenho que resistir, repito isto mil vezes e de repente não faz sentido telefonar-lhe. Meto-me por entre os meus botões e tento seguir o meu tortuoso caminho. Raios porque é eu sou tão complicado e ando nesta vidinha a desperdiçar oportunidades de ser feliz. Não percebo, não percebo.
A música dos Tribalistas piora tudo.
Esboço um daqueles olhares vagos e tristes e sinto uma onda de infelicidade pura e profunda que só termina na pontinha dos dedos. Descontrolo-me, levanto-me da cadeira e sinto o quarto rodopiar muito depressa. Ando para a frente e para trás no meu quarto e isto do problema não se vai embora. Pego na mão esquerda e aperto com muita força o ombro esquerdo e mesmo assim esta merda parece não passar.
Damm it. Tou completamente out of control.
Um, dois, três, quatro... Conto até catorze, catorze vezes, devagar e devagarinho intervalando entre os catorze e os uns. Damn não passa, não passa.
Desligo as mãos do teclado, calo os Tribalistas, fecho os olhos e peço ajuda ao menino Jesus.
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5:52 PM
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Ressacaaaaaa...
Humanos - Maria Albertina
Ressaco profundamente... Quem é que me manda a mim andar a fazer estragos no beberete dinamarquês...
Saí um gurosan para mesa catorze...
Bom fim de semana pessoal...
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1:37 PM
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Lembranças...
Boss AC - Hip Hop
Resolvi escrever-te enquanto espero que um maravilhoso e delicioso bolo de côco e cenoura (que é a minha especialidade doceira) acabe de se fazer. Hoje à noite vou a uma festa de aniversário de uma dinamarquesa, e já se sabe que quando se vai a uma festa de anos de uma dinamarquesa há que caprichar. Bem mas mais para a frente, que o objectivo do rádio não é falar de actividades culinárias.
Os últimos dias têm sido muito prazenteiros, não sei se derivados de uma estonteante e repentina liberdade, se do facto do meu amigo tripeiro estar cá de passagem durante uns dias. O certo é que não me tem custado levantar de manhã, ir para o laboratório e fazer o que têm de ser feito. Confirma-se, tomei a decisão mais acertada. Apesar de estar longe da felicidade absoluta, o facto de poder vir a ser verdadeiramente feliz a qualquer momento enche-me de alegria e boa disposição. Tou feliz porque posso vir a ser feliz, é difícil de explicar-te mas é mais ou menos assim que me sinto. Também a curto prazo não me tou a ver namorar outra vez, tenho que defender a minha absoluta liberdade a todo custo, no entanto é óbvio que estarei sempre prontinho para umas quecazinhas random sem compromisso (sou memo gajo... eheheh... sorrisinho perverso número catorze).
Às vezes ainda penso na Val, mas esse sentimento esbate-se mais e mais. E como todos os outros sentimentos que já tive, fica cá dentro uma sensação de uma recordação boa que já não me lembro muito bem. Estranho.
Arrepio enorme...
Lembro-me assim de repente de todas as coisas boas que já tive a oportunidade de viver e experimento uma sensação complicada de explicar. Qualquer coisa a rondar uma nostalgia alegre e fugidia ao mesmo tempo.
Outro arrepio enorme...
O bolo tá pronto...
hasta
posted by RICARDO CORREIA at
1:20 PM
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