PEQUENORADIOAMARELO

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Domingo, Novembro 26, 2006

Mas...


O amor faz sempre parte de uma rua que teimo em não encontrar. Por mais voltas que se dê ao mapa, por mais análises detalhadas da coisa, por mais instruções de como chegar lá, por mais horários dos eléctricos a tomar nunca pareço encontrar essa morada.

O amor é um bichinho estranho que nos faz vacilar e nos afasta de uma existência simples e descomplicada. Tanta coisa para dizer quer voltei a namorar com Val, mas, mas... Tu sabes o que este mas quer dizer, tu sabes...

Às vezes questiono-me sobre o direito à existência da palavra mas. Mas porque raios é que existe a palavra mas, mas porquê...

Mas...

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Terça-feira, Novembro 14, 2006

Anda cá catorze de Novembro...


Ouvindo Tori Amos - Winter



O Inverno toca-me com a ponta dos dedos. E nuvens de neve sobrevoam Zurique. Catorze de Novembro de 2006, este é meu primeiro catorze de Novembro. O meu primeiro catorze. Bem, não é bem o meu primeiro catorze de Novembro, realmente não é. Mas o catorze de Novembro deixou de ser um daqueles dias sozinhos que passam sempre a correr sem dizer ou trazer nada de especial. O catorze de Novembro passou a ser o teu dia de anos, parabéns, parabéns, parabéns, muitos parabéns, não há bolinho nem prendinha, sorry.

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Quinta-feira, Novembro 09, 2006

Um gajo simples...

Smashing Pumpkins - The Sacred And Profane

A val telefonou-me para me perguntar se eu podia ir buscar as minhas coisas à casa dela. Acabámos por discutir, acabámos não, acabou. Acaba com um gajo, afirma alhos e bugalhos e depois quer que eu me desmanche em simpatias. Geralmente, ou melhor sempre, sou uma pessoa muito educada quando se trata de relações interpessoais, não digo palavrões, não levanto a voz e não acuso ninguém (abuso do kit básico da boa educação portantos), mas também consigo ser o quarto maior glaciar do universo. E quando as pessoas não respeitam estas três regras do kit básico da boa educação passo-me da cabeça.

Quer dizer as tretas dela, pois que diga mas que eu tenha o direito de resposta. Nessas coisas sou muito pão pão, queijo queijo, quando se acusa alguém de qualquer coisa o acusado terá sempre o direito de contra-argumentação.

Basicamente o que eu queria é ir buscar as minhas coisas e prontos. Ou então ela que jogasse aquilo tudo fora, quem acabou de perder 500 contos há um mês atrás pode bem perder mais uma dezena ou outra de contos de réis.


O que eu quero é tar sossegadinho e longe de gajas que me chateiem a cabeça. Sou um gajo da província, simples e trabalhador (e uma máquina alienígena de fazer o amor) só isso.

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Quarta-feira, Novembro 08, 2006

In beteewen...


In beteewen Muse, Radiohead and Placebo...

O que é que eu vou ouvir...


PLACEBO...

Sai a a Post Blue... Serão os Placebo a melhor banda do mundo?

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Pai Natal...



Ouvindo outra vez o Over and over dos Moloko (over ando over, estou oficialmente deprimido)...


O Inverno chegou mais cedo por estas bandas e o meu pequenino coração estilhaça-se em ainda mais pequenos cristais avermelhados. Num amontoado de cacos ricardianos tento resistir e não desaparecer. É complicado de um dia para o outro vermo-nos assim sem coração (leia-se a mais insana e tresloucada das paixões). Ver-me encerrado entre estas cinco paredes, e sem nada para pensar e cercado por sentimentos de solidão e impotência.

Aquela gajita do lab de que te falei, continua a fazer a mim à força toda e neste estado das coisas é tão fácil cair em tentação (cai, cai... Ricardo cai). Fazia-me bem passar a noite com ela, ela é fish, gira, dinamarquesa e simpática e a verdade é que nas últimas semanas tenho pensado nela obsessivamente (nada de amoroso, claro está...). Dava o meu dedo mindinho para poder passar a noite com ela, especialmente agora que me sinto o ser humano mais sozinho e desamparado do universo.

Era isso, sabia tão bem dormir quentinho esta noite... Mas esqueçamos isso (sempre fui um tímido incurável, é preciso uma gaja me cair ao colo para eu fazer qualquer coisa, raios para esta timidez).


Mas Pai Natal se me estiveres a ouvir, o que eu queria mesmo mesmo pelo Natal era apaixonar-me incontrolavelmente. Mas nos entratantos e porque ainda faltam quase dois meses para o Natal oferece-me já amanhã uma pinocadazinha com a gajita do laboratório, pleaseeee...

Eu é que me divirto a pedir coisas ao Pai Natal...



Hastia camaradas

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Às vezes gostava que tu morresses e prontos...


Moloko - Over and over (repeat mode dentro da minha cabeça, porque não tenho Moloko no portátil)


Às vezes gostava que tu morresses e prontos. Às vezes incomoda-me o facto que tejas viva por ai. Às vezes queria que tu morresses e prontos.


Era só isso que eu te queria dizer...

Às vezes queria que tu morresses e prontos...

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Sábado, Novembro 04, 2006

Séries ordenadas ...


The Beatles - The Fool On The Hill


Os dias passam apressados e desejam-me bons dias pequeninos. O tempo corre e eu corro atrás dele, como se toda a minha existência dependesse desse apanhar.

E se calhar dependerá. É complicado termos que ser/fazer algumas coisas no agora para podermos fazer outras no depois. Às vezes gostava de começar tudo de novo. Simplesmente pegar novamente no touro de caras. Sempre achei piada às coisas novas, feitas do zero. De ter um novo desafio, de ter que começar tudo de novo.

Mas a vida está estupidamente entupida de coisas em séries ordenadas e certinhas: fiz isto e aquilo e depois passo a ser isto e aquilo.

Mordo com um bocadinho de força a falange do meu indicador e tento trazer-me de volta à superfície da minha bolha de lucidez. Inner voice: Ricardo your anarchist ideas never lead you to some safe place.. just give up being the fool of the hill...


A música dos beatles continua em repeat mode e sinto-me irremediavelmente perdido. Hoje é daqueles dias que me sinto difícil. Parar de escrever. É Sábado e não tenho que escrever, por isso me voy...

Beijinhos e abraços

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Quinta-feira, Novembro 02, 2006

Death switches...


Sem música


Queria escrever um post como deve ser mas nunca arranjo o tempo ou a pachorra (nota mental, ando mesmo sem tempo, já não pratico um acto mastrubatório há mais de 3 dias... e ontem não conta porque tava bués de cansado e não me vim).

Adiante, camaradas. Queria dar-vos a conhecer o enorme mundo de possibilidades conferidos pelo conceito de death switches. Os interreptores mortais (yackkkk, isto traduzido não soa lá muito bem), os death switches foram inventados para que pessoas que tivessem algum código de acesso (por exemplo de uma conta bancária) o pudessem passar a alguém aquando da sua morte.

Imaginem que eu tenho uma conta astronómica na Suíça (cof, cof) e tenho um numerozito para a poder aceder. De dois em dois meses tenho que fazer o login no sistema para provar que estou vivo, a partir do momento que não fizer o login durante dois meses o sistema assumirá que eu morri e enviará o meu código para as pessoas que eu tivesse escolhido previamente. Cool right...

Mas este conceito de death switches tem inúmeras aplicações. Imagina-se que o meu pai gravava um desejo de parabéns para o meu octogésimo aniversário e o punha no sistema com instruções para ser enviado para a minha pessoa aquando do meu octogésimo aniversário, independentemente da existência física do meu pai, o meu pai estaria no meu octogésimo aniversário, através da mensagem.

Resumindo e pensando nesta trapalhada: o conceito dos death switches permitira-nos continuar a existir para além da nossa morte. Todo a nosso ser poderia ser uplodado para um big fucking computer e passaríamos a existir dentro de um computador, independentemente de termos uma presença física ou não.

Para além das implicações directas de prolongarmos a nossa existência, e de podermos conversar com quem quisermos à hora que quisermos, fascina-me o facto de apesar de termos a nossa existência individual passarmos a existir num mundo mais justo, onde cada alminha tem exactamente os mesmos bits e bites. Um conceito de igualdade que me atrai bastante. No more fucking religions, countrys, races. Mas provavelmente tb no more love making... Oki, oki... Esqueçam lá isto... Stupid me...

Beijinhos e abraços...



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As árvores de Natal...

Madredeus - A praia do mar


De volta à habitual forma bloguiana, aborrecida e cinzenta como eu. Os agudos e os graves dos Madredeus saltitam de um lado para outro nas minhas imberbes e incipientes colunas do portátil... Sem o que dizer, tento avançar com o texto para um porto seguro.

Lembrei-me, lembrei-me.


Porque é que algumas mulheres perto dos quarenta anos se emperiquitam todas, tipo árvores de natal. Ele é o baton completamente errado e putéfilo (Ricardo não devias escrever a palavra putéfilo no blog, pá), eles são múltiplos echarpes de corres garridas, as meias longas mais barrocas que há memória, a saia colorida, a mala a condizer com o sapatinho e o baton...

E algumas até nem são muito más (o tico: eu ia lá, eu ia lá... o teco revira os olhinhos) mas com aquela artilharia toda não há pilinha que se aproxime...

Este post é mongo mas que se lixe...

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