PEQUENORADIOAMARELO

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Sexta-feira, Dezembro 29, 2006

Flashdance/back...

Irene Cara - What a Feeling

Mais qualquer coisa... Ricardo mais qualquer coisa... Vá lá, escreve lá mais qualquer coisa... Para a acompanhar a Música do Flashdance...

Ponho a música e sou teletransportado para os anos 80 (a melhor década musical de todos os tempos... mas eu sendo um poprockmaníaco, serei um gajo suspeito)




Hummmm... Jennifer Beals... Danças muito bem, danças danças... Sim senhora...

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Mana...


Michael Sembello - Maniac (Flashdance soundtrack)

Olhá fotografiazinha caída do céu... Eu e a minha mana... Sempre fomos as criancinhas mais bonitas da nossa rua (e quiça do universo)... E ainda continuamos a o ser (eu mais atraente... porque EU sou EU, não é berdade)...



Não me farto de olhar para esta fotografia... Erámos memo uns bónitos catraios...

ps: Queria tanto voltar atrás na máquina do tempo e compensar os anos que perdi com a minha irmã. Quando de vou de férias, e especialmente porque tou lá tão pouco tempo, nunca consigo elevar a relação com a minha irmã a um patamar superior e tenho pena disso.

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Medo...

Sem música

Enlouqueço num mar de solidão e de incertezas, queria fechar as janelas e as portas cá de casa e ser teletransportado para um lugar bem longe daqui, num tempo também longe do deste. Sinto que tenho que fazer um esforço para me equilibrar e lutar nestes tempos a ferro e fogo.

Mesmo sabendo das muitas pessoas que gostam de mim sinto-me triste e desamparado. Talvez isto seja uma fase de solidão daquelas que passam num abrir e fechar de olhos, talvez. Às vezes penso que talvez fosse mais fácil ter ficado com ela até ao fim e depois, egocentricamente, pegava nas minhas três malas e desaparecia da sua vida para sempre. Era tão mais fácil ser um pequeno cabrãozinho, enganá-la e enganar-me, mas eu sempre fui o puto mais impulsivo da minha rua.

Ao mesmo tempo vivo por entre uma sensação de irreversibilidade, de não voltar a viver em Zurique, de não tar com o Jan, com o Rey, com o Greg, com o Pat e a Madda, com a minha afilhada e com a Val. E isso deixa-me triste. Nem consigo acreditar que nas próximas semanas tudo vai mudar, que vou voltar à terrinha, por entre supers, mindoins e uma tese para escrever. Tudo vai ser diferente. Vou-me apaixonar irreversivelmente pela miúda que trabalha no balcão do BES (Ana Rita... será Ana Rita... deve ser...), vou ficar mais gordo ou então mais magro, vou chorar todos os dias ou viver uma alegria que não cabe nestas palavras ou noutras quaisquer...

Sabes... Tenho medo de voltar, medo de ter que voltar a ser mais eu, medo de ter que falar em português o tempo todo, de me faltarem as palavras ou o trato, ou ainda o dinheiro... Medo de já ser muito velho e muito puto ao mesmo tempo.

Medo de voltar e não ser verdadeiramente feliz, como planeie durante estes quatro anos que tive por cá. De certa forma esperei ansiosamente pelo meu regresso, como se estes anos em Zurique não tivessem existido. O certo é que naquele meio ano de Coimbra (antes de vir para Zurique), em que andei de um lado para o outro conheci pessoas extraordinárias, que me fizeram apaixonar e chorar em soluços. E sempre quis pensar que tive muito perto de ser feliz. Pelo menos o meu coração bateu descompassadamente e senti-me vivo, tresloucado, obcecado, aquelas coisas "chatas" da paixão.

Resumindo tenho medo, estou ansioso e preciso de dormir... Beijinhos e abraços e bom ano

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Segunda-feira, Dezembro 18, 2006

Single at last...


Back to being single... Finalmente... A ver se desta vez funciona...

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Domingo, Dezembro 10, 2006

Cordeirinhos...


Nos dias de chuva consideramos as mais patéticas possibilidades. Neste dia de chuva apetecia-me ir para a estação e comboios e partir com um mochila às costas, dando uma de eternamente desocupado e despreocupado, mas não, hoje, neste dia entrelaçado por entre gotas e nuvens cinzentas, tenho que contar células...

Uma cordeirinho, dois cordeirinhos, três cordeirinhos, quatro cordeirinhos... Abomino os trabalhos chatos... Grrr... Abomino...

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Pecados...

Nunca deram com vocês a pensarem em algo terrivelmente proibido. Opá às vezes acontece-me... A mais recorrente é mesmo aquela urticária tenhodepinarmeio-mundo...

Suspirando e metaforizando... Raios, devia ter uma pilinha mais pequena...

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Flash-Casamentos...


James - Sit Down (baixinho... baixinho porque é Domingo)


Sento-me com os James e tento buscar qualquer ideia esquecida que deambule pelo córtex. Vem-me à ideia o conceito de casamento. Isto a propósito do pai e da mãe da minha afilhada andarem com uns problemitas técnicos.

Salta a faixa: Tracy Chapman - fast car (tenho saudades de conduzir... ir por ai... sem bolsos e sem destino... contigo ou sentigo...)


Rewind, rewind... Voltando aos casórios... Ao que parece tudo vai mal no acto de casar, pelo menos segundo as mais recentes estatísticas portuguesas dão-nos a entender que mais de 50% dos casais querem descasar-se ou descasam-se mesmo (já que a taxa de divórcios atinge os 50%). Talvez por isso tenho evitado ir a casórios, já que pelo menos a ida a metade deles será inevitavelmente para nada. Tenho pensado nisso porque talvez me case, só naquela claro está, anda toda a gente a casar e se não me casar também vou passar a ser unfashionable.


Talvez seja só importância atribuída ao casar, o esquema de funcionamento da coisa, o carranquismo da coisa. Mas o pessoal do Irão teve a liberdade de pensar neste assunto por mim. O Irão, esse país socialmente muito avançado, inventou o binómio casamento/divórcio instantâneos. É só comprar o pacote, ler as instruções, casar e prontes, em caso de chatices abre-se o pacote número dois (divorce package) adiciona-se mais água e tcharan. A ver se me consigo explicar, segundo a constituição iraniana a prostituição é proibida, mas como estes Iranianos sempre foram muito inconstitucionais, inventaram uma lei de casamento/divórcio rápidos. Vai-se a uma dita casa de deleites e somos confrontados com um chulopadre que nos pede o carcanhol, nos mostra o menu, chama a nossa futura esposa, e nos dá a chave do quarto número catorze. Passada meia-horita (não, não... não te venhas logo, não te venhas logo... se não só tas casado dez minutos), sais assinas o divórcio e voltas a ser um homem livre.


Atrai-me a celeridade do processo. Eu que sempre fui um rapaz de instantâneos e avassaladores momentos de paixão, chegava ao pé de ti casava-me contigo e prontes, na próxima semana se não quisesses ir buscares-me cerveja e mindoins, enquanto eu via o Benfica na televison, divorciava-me.


O conceito de casamento deveria ser repensado.


Miudagem sejam felizes: não casem...

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Sábado, Dezembro 02, 2006

O Amor...

Boss Ac - A Carta Que Eu Nunca Te Escrevi


O Amor será sempre uma coisa relativa, variável, que se pode pôr na prateleira e voltar a buscar. Parafraseando o Miguel: O Amor é fodido...

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Aventuras na floresta...

Antony and the Johnsons - Rapture


É mais um Sábado normalzinho, mas hoje para variar disponho-me a escrever. Dou-me dez minutos de conversa da treta. As minhas coisas continuam estranhas, basicamente sinto que as coisas na cama não estão bem e quando as coisas na cama não estão bem é mais difícil arranjar as outras coisas. Quem é que me mandar a mim ter este exacerbado libido. Será que a cama pode estragar sempre tudo? Mas não será pela cama que andamos neste mundinho.

Dou por mim a pensar em coisas que não devia com pessoas que também não devia. Mas se as coisas continuarem assim no problemo, pensar não é pecar, digo eu.

Mas às vezes era tudo mais fácil se as coisas na cama corressem como devia ser, claro que isto é estupidamente subjectivo. Há sempre dois lados em cada estória. E se de um lado há o meu lado da estória (vira para a esquerda, vira para a direita, agora sem mãos...) do outro lado existe o outro lado, as motivações hormonais, as cenas de gaja, o hoje tenho dor de cabeça. Estranho, eu cá nunca tenho dores de cabeça para essas coisas e quando tenho nada como um sessão de aventuras na floresta para me passar a dorzita.


E é assim...

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