PEQUENORADIOAMARELO

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Domingo, Março 25, 2007

Vazilhame...


Charles and Eddie - Would I Lie To You


Às vezes trago-te no bolso, juntinho a mim, pequenina e difícil de encontrar, mas ali tão ao pé de mim. Noutros esqueço-me de ti e das chaves de casa, saio sem nada nos bolsos. E hoje é um desses dias que me esqueci de te trazer comigo.


Apaixona-te... Apaixona-te... Apaixona-te... (dasse Ricardo despacha-te)


E o pior é mesmo nunca gostarmos de quem gosta de nós... Ou pior, mesmo o pior, o pior dos piores é não gostar de alguém. Sinto-me vazio e perdido... Teletransportem-me se faz favor para eu não andar a fazer mais merda em Zurique...


Press the fucking bottom...


Fodasse eu é que sou bipolar...



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Sexta-feira, Março 23, 2007

As fotios...



O meu pikeno mundo...

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Quinta-feira, Março 22, 2007

Sou um ougurte...


A minha mãe não gosta de pintura

A minha mãe não gosta de ovos cozidos

A minha mãe não gosta rock progressivo

A minha mãe não gosta de ir à praia

A minha mãe gosta de mim e eu gosto da minha mãe...






Poemas kitsch e imagens de iogurtes à parte...
A biodiversidade humana sempre foi uma coisa que me chamou a atenção. A enorme quantidade de diferentes pessoas, diferentes ideias e perspectivas encanta-me mais do que muito. Mas é a capacidade de mudar, de ser alguém novo e diferente que é a cerejinha no topo do meu bolo. Essa capacidade passa por exemplo em sermos capazes de gostarmos de pessoas completamente diferentes de nós. É com grande espanto e sem aviso prévio que vejo crescer a minha admiração por pessoas que pouco me dizem ou com as quais não me identifico. É espantoso com este meu gostar anda de um lado para o outro, tocando ao de leve este e aquele ombro desinteressante.


Desculpem, as linhas vão tortas e sem sentido. Para além de um cabelo indomável comecei a ter um discurso desconexo e isso vê-se por aqui.


Hoje em que te escrevo sobre o mudar, lembro-me hoje, relembro-me, foda-se tou-me sempre a lembrar, que o mudar galopa na minha garupa. Que daqui a poucos dias vou passar de trote a galope, ou de galope a trote ou saber-se-á depois. Continuo com medo de mudar mas ao mesmo tempo queria já ter mudado, esta espera mata-me dias e noites de sono e coisas com jeito. Na televisão fala-se de ser-se o que se faz, e de apenas se ser quando se faz, quando se fazem coisas. Pois eu não sou, não tenho sido nos últimos dias.


Nestes dias queria apenas um pouco de paz e sossego... E se não fosse pedir muito que os mesmos viessem da minha pessoa. Maior e mais pesarosa pena do que a irritação dos outros é a nossa própria irritação, aquele que vai pingando de nós, plink, plink, na testa ou na omoplata esquerda.


Ricardo, lirismos pró bolso e vamos ao que interessa: a minha vidinha sentimental que fala mexicano. Os dias sem a Val tem sido brancos e vazios e cheios de um ódio que cresce (e eu até não sou de odiar ninguém, sim, porque ao contrário do que se diz por aí, considero-me um gajo porreiro, chato e arrogante mas definitivamente um gajo porreiro... mas aquela puta... ops, não devia ter escrito isto... mas o blogue é meu por isso que se foda...).


Vox populi: O Ricardo é amigo do seu amigo... Berto 84

O Ricardo é um gajo fish... Pedro 98

O Ricardo gosta de buer copos com a malta... João 85

O Ricardo é simpático... Ruivinha do primeiro esquerdo (não me lembro do nome dela, a luz do prédio tava avariada... mas foi bom fazer o amor ao pé das comprinhas do Jumbo... e comprimir-lhe os toucinhos do céu e os ougurtes...)



Voltando a base. Os dias voltaram a a ter aquele travozinho de iogurte fora do prazo. Aquele ougurte que ainda tá bom mas ninguém lhe toca porque já está fora do prazo. Espera-se portanto uma jovem mais afoita que goste de comer iogurtes fora do prazo (just for the fun of it) ou daqueles jovens (as tão afamadas papa-ougurtes) que nunca mas nunca olham para a data da validade dos ougurtes...


Hasta gente bonitia e menos bonitia...


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Quarta-feira, Março 21, 2007

Dasse eu cabia nestas calças...

Olá, Olá...


Depois de uns dias silenciado pela má disposição e montes de merdas para fazer volto à carga..

Passei os últimos dias tentando arrumar o quarto, em Tavira. Tenho cenas que nunca mais acabam, nunca me considerei um materialista mas se calhar andei estes anos todos enganado, cof cof... Its mine, mine, my precious. Durante estas arrumações encontramos o tempo todo memórias perdidas, papelinhos secretos, cartas de amor, fotografias, bilhetes de cinema, e apesar de nos dar um aperto no coração sabe bem voltar a viver essas emoções perdidas no tempo... Depois é tempo de voltar a pôr aquilo tudo no fundo de uma gaveta qualquer e move on...



fotio sem ter nada a ver... Mas é literalmente fish voltar a casa... Que piada... Fodasse que piada estúpida...


Complicado é também a selecção de roupas dos anos 90 que já não vestimos à quinhentos e catorze anos e que apesar de serem de gosto duvidoso ainda no fascinam... (Dasse eu cabia nestas calças...). Cresce em nós a mítica força de vontade de queremos voltar a usar as também míticas e abusadas 501.


De resto nem há tempo para grandes eventos sociais, há que arrumar minimamente o quarto e preparar-me para voltar a Zurique já amanhã para trazer o resto das coisas e fazer um grande festão... Vai ser fish mas ao mesmo tempo melancólico e estranho. Vai ser estranho saber que a festa vai marcar o fim de uma das minha nove vidas... É sempre lixado saber que vamos morrer...


Mike tenho que bazar...

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Terça-feira, Março 13, 2007

Amigos...


Porque é que será que somos mais amigos de alguns amigos e menos de outros... Nunca fui de descriminar amigos de que sou menos amigo mas às vezes apetecia-me, foda-se nunca mais me telefones, não não quero ir aqui e ali, não tenho pachorra para ti... Mas nunca tenho tomates para ser assim... Mas às vezes apetecia-me mesmo...


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Segunda-feira, Março 12, 2007

Fumantes...

U2 - Mysterious Ways


O barulho dos outros turva-me a memória e tudo o que tava para escrever, mesmo assim não consigo sair daqui. Não consigo sair daqui, porque tenho tantas coisas para dizer e se me for embora não as vou poder dizer, nem a mim nem a ninguém. Era bom que as conseguisse pôr cá fora, pum catrapum, todas estas coisas de uma vezinha só. À falta de uma vozinha vizinha, de alguém que me possa puxar deste ermo sem luz e sem glória.

O dia cresce em horas e ao mesmo tempo também numa raiva contida que eu trato de encaixotar em milhentos cafés e desculpas para ir lá fora. Nestas alturas tenho inveja dos que fumam, daqueles que podem sair com um cigarro na mão ou por entre os lábios. Queria tanto fumar, saber fumar, ser como os que fumam. Isso sim, ser imensamente fumador e ter sinais de abuso na pontinha dos dedos, sim com as tuas, exactamente como as pontinhas dos teus dedos...


Podia-te convidar para fumar comigo, ou então só fumavas tu e ficávamos ali sentados, com as pernas suspensas no ar fino do teu cigarro. Olhando em frente, para baixo e nunca na tua direcção, porque afinal de contas estávamos ali para fumar e mais nada, para queimarmos o que hoje não consigo queimar.

Acho que vou mesmo ter de cravar alguém...

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Sai um tijolinho...

Jeff Buckley - Lilac Wine

Às vezes o peso de toda a maldade do mundo cabe numa frase, num gesto. Num gesto meu ou dos outros. É uma sensação terrível e de uma irreversibilidade atroz, mas as cartas postas na mesa não podem ser recolhidas.



Arrependemo-nos no momento, no meio da frase... Ops já é tarde demais. Normalmente sou daquelas pessoas que perdoa muito facilmente, que põe a bola em jogo outra vez, como não houvesse tempo para discutir com o invisual do árbitro mas nunca me esqueço de qualquer coisa menos feliz, nunca mas nunca me esqueço. Chamem-me obsessivo compulsivo, chamem-me vingativo, chamem-me o que quiserem, mas nunca consigo apagar estas coisas da minha memória. Normalmente estas coisas ficam navegando no meu córtex pré-frontal como tijolos de concreto rijos e indestrutíveis, fodendo-me o sistema. Às vezes, quando consigo juntar muitos tijolos destes, construo um muro indestrutível que me separa para sempre dessa pessoa...


Só falta mais um tijolinho...


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Sexta-feira, Março 02, 2007

Areopssss...

Radiohead - Thinking About You


Olá, olá...

Os últimos dias tem sido de muita parra e pouca escrita... Como qualquer cachorrinho bem comportado voltei a fazer xixi sentado... As coisas que um gajo faz... De resto tudo caminha para fim mas o fim nunca mais chega, era bom ser imediatamente teletransportado para Marte e isto ter acabado de vez. Mas ainda faltam as despedidas, falta o arrumar de coisas, falta a minha preparação mental para partir, opá falta tanta coisa e não falta quase nada.


Andei a pensar em relações a três... Normalmente, quando se sai apenas com um amigo a noite é sempre mais difícil, gostos diferentes, brancas, conversas sérias e desabafos, um querer ir para casa mais cedo, um aspecto gay, anfan só desvantagens. Mas quando se tá com dois amigos ou mais as coisas são sempre mais fáceis: fala-se de gajas o tempo todo, manda-se vir rodadas, há sempre alguém com alguma ideia genialmente estúpida, alegria meus amigos, alegria.


E se este fenómeno se aplicasse às relações amorosas... E se vivesse a três em vez de dois... Hummm... Que ideia estúpida...

Almoçari...

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