Os dias são sempre mais difíceis de partir aos bocados quando temos alguma coisa muito importante para fazer. Nunca achei piada a ter que fazer as coisas de uma forma muito estruturada, chamem-me criativo ou chamem-me preguiçoso, mas não é mesmo coisa que ache muita piada. Para além de ter problemas em estruturar o meu dia, ando num reboliço emocional e a escrita da minha tese ressente-se disso... E ressentindo-se a minha tese ressinto-me eu, atingindo os píncaros da inutilidade pessoal.
Era bom que a tese se escreve-se a ela própria por actos buliçosos ou por ataques de escrita mágica e brilhante... Mas como já tive à espera e isso não aconteceu volto à carga...
Grrr... a mi cabecita no le gusta mas que poso yo hacer...
Ps: tava a espera de um concerto diferente... Uma coisa mais acústica, mais a "ver-se" a voz do Dave... Por isso a parte mais elevada do concerto acabou por ser a Gravedigger em acústico, mas gostos são gostos...
Dessa noite o que mais gostei até foi o caldo verde e as pataniscas no Bairro acompanhado de um fadinho... Muito bom... Até porque que foi a primeira vez que fui ao bairro e não me fodi todo...
beijinhos e abraços posted by RICARDO CORREIA at
6:30 PM
Dave Mattthews Band - Seek up (porque amanhã é dia de concerto, dia de me agarrar aos ditos que sei de cor, dia de ver uma das maiores bandas do mundo... tenham inveja se faz favor)
A volúpia dos dias entorpece-me cá dentro e sinto-me mais ou menos perdido, longe das coisas que costumava fazer ou que via no meu quintal. Às vezes entregamo-nos sem pensar num beijo e prontos e tudo muda de trilho. Caminho muito depressa para uma forma de relacionamento que não sei se estou preparado para ter. Uma dessas coisas sérias, mesmo sérias, na mesma casa e tudo pá. Coço a cabecita e não consigo raciocinar sobre isto, enquanto bebemos e bebemos do inebriante néctar do Amor nunca conseguimos pensar como deve ser, e toda a gente sabe sou um bebadozito. Às vezes penso que o Amor é maior do que a vida porque ele não nos deixa tempo para viver...
Há ainda a registar o facto daquela puta (sim, puta ouviu-se bem...) me ter mandado um mail a dizer que tinha dormido com outros gajos enquanto estava comigo ou in between ou o caralho que a foda... Tou-me nas tintas se ela dormiu com 59090 mil gajos mas mandar-me um mail destes só para me foder o sistema mostra-me a bela puta que ela era...
Até me sinto mal colar estas segundas linhas mas tinha que gritar isto... Havia alguma necessidade daquela grandessíssima puta me ter disto isto...
A propósito disto, lembro-me da única vez que trai alguém. Lembro-me da Liliana, de lhe ter mentido e de me ter sentido o maior merdas do mundo. A partir desse dia jurei a mim próprio que jamais trairia alguém, que nessas alturas teria sempre os maiores tomates do universo e decidiria irreversivelmente pelas pretas ou pelas brancas. E até hoje nunca mais o fiz e tenho muito mas muito orgulho nisso.
A ver se ponho isto na net...
A gente vê-se por aqui ou manana en el concertio... Roam-se de inbeja minha gente...
De mansinho o Verão vai trazendo as suas armas e bagagens e instala-se no recanto mais afastado do rectângulo nacional. É tempo de voltar a improvisar carros com ares condicionados, de ficar com a pele vestida de sal depois da praia, de misturar os pés na areia fina do Sul, tempo das roupas mais pequenas e das esplanadas cheias de beberagens frescas.
É a soberba de Verão... Ah pois é... posted by RICARDO CORREIA at
3:40 PM
Namoro oficialmente pela terceira vez na vida e tou nervoso com isso. Não devia tar, já que este meu supermegaego sempre foi assim uma coisa...
Mas a distância, começar tudo de novo, namorar em português, ser a terceira vez põem-me mais do que nervoso. Sim nervoso, porque segundo rezam as crónicas à terceira é de vez. Colo em mim a responsabilidade de coisas maiores, de ser menos puto, de querer coisas sérias no meio das minhas inacreditáveis proezas de alcova.
Tenho medo de não chegar para ti, de ser pequenino e entediante, de te contar sempre as mesmas estórias e de ter contigo as minhas eternas conversas de café. Tenho medo de ti. Não que tenha medo medo de ti. Não me consigo explicar. Não é que tenha medo de ti, porque o que afinal tenho mesmo medo é de mim. Medo de não ter todas as minhas magias mágicas dentro dos meus bolsos, prontinhas a tirar em casos de maiores desencantos, no caso de descobrires que me agarro religiosamente ao comando da televisão, que endireito doentiamente os chinelos antes de deitar, que lavo os dentes 57878 mil vezes ao dia, que leio o jornal ao contrário, que tenho dificuldades em dormir agarrado, que às vezes estou triste, sei lá tanta coisa e tanta coisinha.
Mas com medo ou sem ele, aqui estou eu, pondo o meu coração nas tuas mãos e esperando que este medo se entorpeça...